BYD injeta US$ 100 mi para fabricar baterias no Brasil com 50% nacional | Rio das Ostras Jornal

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BYD injeta US$ 100 mi para fabricar baterias no Brasil com 50% nacional

BYD injeta US$ 100 mi para fabricar baterias no Brasil com 50% nacional

A BYD, gigante chinesa de veículos elétricos, está intensificando sua produção de baterias no Brasil, com planos ambiciosos para aprofundar a fabricação local e investir cerca de US$ 100 milhões (equivalente a R$ 510,4 milhões) em sistemas de armazenamento de energia para fortalecer a rede elétrica nacional. A informação foi confirmada por um executivo sênior da empresa.

Essa expansão faz parte de uma estratégia maior da montadora para alcançar 50% de conteúdo nacional em seus automóveis produzidos no país até o início de 2027. O objetivo é consolidar a presença da BYD como uma fabricante genuinamente brasileira, com a bateria sendo um componente crucial nesse processo de nacionalização. A iniciativa, embora de alcance nacional, reflete o dinamismo econômico que impacta indiretamente o Norte Fluminense e a Região dos Lagos, regiões que buscam se posicionar na vanguarda da inovação e sustentabilidade.

BYD Brasil impulsiona fabricação em Camaçari

Para atender às exigências do governo e reduzir a carga tributária, a BYD está ampliando o fornecimento local em sua fábrica na Bahia, com a meta de se tornar a marca de carros mais vendida no Brasil até 2030. Atualmente, a empresa já figura entre as cinco maiores marcas do país.

O início da produção de baterias para carros de passeio faz parte de um investimento já anunciado de R$ 5,5 bilhões em sua principal unidade em Camaçari (BA). Paralelamente, a empresa destina entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões para expandir uma linha de produção de baterias para ônibus, reforçando seu compromisso com a mobilidade elétrica no Brasil.

Nova fronteira: armazenamento de energia no país

Além da produção automotiva, a BYD se prepara para aplicar até R$ 500 milhões em uma nova linha de produção do seu Sistema de Armazenamento de Energia por Bateria (BESS). Este sistema é projetado para armazenar eletricidade para a rede nacional e deve ser desenvolvido antes do primeiro leilão que introduzirá baterias em escala industrial, previsto para dezembro.

Sistemas como os BESS planejados pela BYD são considerados fundamentais para mitigar uma crise entre geradores de energia solar e eólica no Brasil. Esses setores têm enfrentado perdas e investimentos estagnados porque a rede nacional não consegue absorver a produção nos horários de pico, resultando no corte de parte da geração. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, essa iniciativa “realmente abre uma nova fronteira para um novo segmento de baterias”.

Nos próximos 90 dias, a BYD decidirá se utilizará esse investimento em BESS para adicionar uma linha de produção em sua fábrica de Manaus (AM), atualmente focada em baterias de ônibus, ou se construirá uma nova instalação em outro local estratégico.

Lítio fora dos planos imediatos da empresa

Embora a montadora chinesa tenha adquirido direitos minerais em áreas de uma região rica em lítio no Brasil, a empresa não pretende desenvolver esses terrenos no momento. A decisão se deve principalmente ao baixo preço atual do mineral, essencial na fabricação de baterias.

“Não está em nossos planos, nem é assunto de discussão interna”, afirmou Baldy. “Estamos focados em consolidar nossa fábrica de carros de passeio para veículos BYD e em investir para ampliar também nossa capacidade de fabricação de ônibus elétricos.”

O Rio das Ostras Jornal acompanha o desenvolvimento da indústria automotiva e de energia no país.

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