
Alerta sanitário sobre medicamentos oncológicos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta segunda-feira (8), uma determinação de urgência proibindo a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de medicamentos utilizados no tratamento de pacientes com câncer. A medida visa proteger a saúde pública diante da circulação de produtos sem procedência garantida no mercado nacional.
O alerta foca principalmente no medicamento Keytruda, amplamente utilizado em diversas terapias oncológicas. A decisão foi motivada após a identificação de que o produto circulava fora dos canais oficiais de controle, configurando uma grave irregularidade sanitária que coloca em risco a eficácia dos tratamentos e a segurança dos pacientes.
Identificação de lotes clandestinos
A denúncia que desencadeou a ação partiu da própria empresa detentora do registro oficial do fármaco no Brasil, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. A farmacêutica informou à agência que não reconhece o número de série 100859110521 impresso nas embalagens do lote Y019149, cuja data de fabricação declarada é 31 de julho de 2024. A divergência nos dados cadastrais confirmou o caráter clandestino do item.
Além do Keytruda, a Anvisa estendeu a determinação de retirada imediata de circulação para dois lotes do medicamento Kadcyla, indicado para o tratamento de câncer de mama HER2-positivo. Os lotes apontados como fraudulentos são o H6980H05 e o H8249A43. A agência reforça que a compra de medicamentos de alto custo, como o Keytruda — cujo frasco pode superar a marca de R$ 20 mil —, deve ser realizada exclusivamente em estabelecimentos autorizados e com nota fiscal.
Orientações para pacientes e profissionais
A recomendação das autoridades de saúde é que qualquer pessoa que tenha adquirido ou possua unidades desses lotes entre em contato imediato com o local de compra ou com o serviço de saúde responsável pelo tratamento. A utilização de medicamentos falsificados pode resultar em falha terapêutica, reações adversas graves ou agravamento do quadro clínico do paciente.
A Anvisa continua monitorando o mercado para identificar a origem desses produtos. Mais informações sobre a segurança de medicamentos podem ser consultadas no portal oficial da Anvisa. O Rio das Ostras Jornal segue acompanhando o caso e as atualizações das autoridades sanitárias sobre a segurança dos pacientes na região e em todo o país.
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!