
No último sábado, 23, a EMEI Maria Helena de Siqueira Salles, localizada no bairro Bosque Azul, em Macaé, marcou sua história com o primeiro encontro entre famílias e escola. O evento reuniu crianças de 2 e 3 anos, seus responsáveis e toda a equipe pedagógica em uma manhã repleta de emoção, esporte, cultura e acolhimento, mobilizando intensamente a comunidade escolar.
A iniciativa foi planejada para promover a integração e fortalecer os laços entre a instituição e as famílias. A preparação, marcada por desafios, foi superada pela união e coragem da equipe, que tinha a certeza de fazer a diferença. A diretora adjunta, Sheilla Souza, resumiu o sentimento: "Foi uma manhã espetacular, com arte, educação e esporte, emoção e a sensação da certeza que fazemos, sim, a diferença." A gestão da escola fez questão de ressaltar o empenho coletivo de todos os profissionais, destacando que cada detalhe foi construído a muitas mãos.
Os profissionais da educação, ao lado dos pequenos protagonistas, emocionaram o público com danças, apresentações e expressões livres. O palco se transformou em um espaço de autenticidade e afeto, onde pais, mães e familiares acompanharam tudo com lágrimas e aplausos. A diretora geral, Flávia Lima, conduziu toda a programação, explicando as ações de forma simples e divertida, cativando a atenção de todos.
Esporte como Ferramenta de Transformação Social em Macaé
Além das atividades educacionais e culturais, a EMEI preparou uma estrutura acolhedora com desjejum para as crianças e um lanche coletivo para os responsáveis, além de pula-pula, parquinho e sonorização profissional. A manhã também foi dedicada a apresentar caminhos e oportunidades através do esporte. Demonstrações de judô emocionaram o público, reunindo crianças, adolescentes e jovens em apresentações que enfatizaram disciplina, respeito e defesa pessoal.
Guilherme Santos, responsável pela equipe de judô, destacou o impacto social da modalidade. "O judô mudou a minha vida. O esporte é tudo. Penso que posso retribuir e compartilhar mudando a vida de muitas crianças e jovens", afirmou, explicando sua escolha por usar o esporte para resgatar e oferecer alternativas. Alunos como Ana Júlia Mendes, de 11 anos, e Alan Carvalho, de 15, reforçaram a importância do judô, afirmando que a prática os ajuda a "viver melhor" e a "olhar diferente".
O jiu-jítsu, através do Projeto Resgate, também emocionou os presentes. Maurício Santos, líder da iniciativa, enfatizou que o acolhimento é uma das maiores ferramentas de transformação social, acompanhando o desempenho escolar e a frequência dos jovens. Lucas Borel, de 22 anos, descreveu o jiu-jítsu como um "modo de vida". A parceria com a Secretaria Municipal de Esporte de Macaé, órgão da Prefeitura de Macaé, foi lembrada pela equipe gestora, reconhecendo o apoio fundamental para ações que unem educação, inclusão e qualidade de vida na Região dos Lagos.
Acolhimento e Engajamento Comunitário no Bosque Azul
Encerrando a manhã em grande estilo, a capoeira transformou o espaço em um verdadeiro espetáculo cultural. Ginga, maculelê, samba de roda, música e emoção tomaram conta da escola. Relatos emocionantes, como o de Ana Clara Cruz, de 18 anos, que dedicou sete deles à capoeira e teve seu filho "nascido na capoeira", mostraram como a arte atravessa gerações, sendo "estímulo, amor, união, afeto e liberdade". O professor Hudson da Silva resumiu a capoeira como "Vida! Arte! Liberdade! História! Cultura! Cantoria! Poesia!", enquanto Mestre Zulo destacou sua essência como "história, vida, cultura de um povo, traduz a própria liberdade".
Um dos pontos altos foi a participação da diretora geral, Flávia Lima, e de funcionários na roda de capoeira, arrancando aplausos e lágrimas do público. A adesão das famílias superou as expectativas da equipe escolar, reforçando a confiança da comunidade no trabalho desenvolvido pela instituição, que oferece segurança, alimentação, cuidado e afeto às crianças em período integral, proporcionando tranquilidade para pais e mães trabalharem e gerarem renda.
Adrielle Cruz, mãe do pequeno Pedro Lucas, expressou sua emoção e gratidão: "Agradeço por tudo que a escola faz, por cuidar do nosso maior presente com tamanho carinho." Seu marido, Rulli Cruz, complementou: "Muito bonito o trabalho da escola. Só temos que agradecer."
A manhã terminou em clima de celebração, afeto e pertencimento, deixando a certeza de que a educação vai muito além da sala de aula. Ela se manifesta no cuidado, no acolhimento, na escuta e na transformação social. A diretora geral, Flávia Lima, encerrou o encontro resumindo a importância do momento e do trabalho em equipe: "O primeiro sábado letivo representou um momento extremamente especial [...] Foi um privilégio, para mim, representando uma equipe diferenciada, competente unida, compartilhar um dia tão significativo [...] Estou profundamente emocionada com a expressiva participação de todos e imensamente grata por cada demonstração de carinho, confiança e parceria."
Este acontecimento na EMEI Maria Helena de Siqueira Salles, em Macaé, reforça que, quando educação, afeto, esporte e comunidade caminham de mãos dadas, constrói-se esperança, futuro e vidas que jamais esquecerão o que é acolhimento no Norte Fluminense.
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