
O cenário político nacional volta a observar a movimentação de figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. André Porciúncula, que ocupou o cargo de secretário de Fomento à Cultura durante o governo anterior, tornou-se alvo de atenção após a divulgação de seus dados patrimoniais nas eleições de 2024. Candidato a vereador pelo PL na Bahia, ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 164 mil.
Patrimônio e aquisição internacional
A declaração de bens de Porciúncula contrasta com a recente revelação de que o ex-secretário é proprietário de uma residência de alto valor no Texas, nos Estados Unidos. A transação imobiliária, que gerou questionamentos sobre a origem dos recursos e a capacidade financeira declarada, foi confirmada pelo próprio aliado de Eduardo Bolsonaro.
Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, Porciúncula justificou que a aquisição do imóvel foi realizada por meio de um fundo privado denominado Mercury Legacy Trust. Segundo ele, a estratégia de utilizar o fundo visava obter taxas de juros mais competitivas em financiamentos bancários e otimizar o planejamento sucessório, reduzindo impostos de herança no futuro.
Conexões sob investigação
O fundo utilizado na transação possui vínculos com o advogado Paulo Calixto, profissional que atua na defesa do deputado federal Eduardo Bolsonaro. A relação entre os personagens e a estrutura financeira montada no exterior levanta pontos de interesse para as autoridades que monitoram movimentações suspeitas envolvendo figuras próximas ao clã Bolsonaro.
Calixto também aparece associado ao Havengate Development Fund. Este fundo é objeto de apuração pela Polícia Federal, que investiga se recursos repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, teriam sido desviados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro em solo americano. O montante teria sido destinado, inicialmente, à produção do filme Dark Horse, que narra a trajetória eleitoral de Jair Bolsonaro em 2018.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as atualizações das investigações conduzidas pelas autoridades federais sobre o uso de fundos privados em transações internacionais de aliados políticos.
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