
Foto: Claudio Pacheco
Por Angel Morote
A saúde de
uma cidade começa na atenção básica. Em
Rio das Ostras, os postos de saúde e as unidades básicas de saúde (UBS) deveriam ser a porta de entrada
para o bem-estar do cidadão, resolvendo a maioria dos problemas antes que eles
se tornem graves. Entretanto, o
que vemos muitas vezes é um sistema sobrecarregado por falta de insumos
simples, falta de médicos especialistas e uma burocracia que desanima quem mais
precisa. Para a pessoa com
deficiência, o posto de saúde não é apenas um local de consulta; é onde o
acompanhamento contínuo e a prevenção deveriam garantir a nossa qualidade de
vida.
Quando a
atenção básica falha, todo o sistema entra em colapso. Se o cidadão não consegue marcar um exame simples no posto do seu
bairro, ele acaba recorrendo à emergência do hospital, gerando filas
desnecessárias e gastos maiores para o município. É preciso entender que investir no posto de saúde é economizar na
alta complexidade. Precisamos de
unidades que tenham acessibilidade plena, não apenas arquitetônica, mas
comunicacional e atitudinal. Um
posto de saúde eficiente deve ter equipes de saúde da família que conheçam a
realidade de cada paciente, especialmente daqueles que possuem limitações de
mobilidade.
A gestão da
saúde em nossa cidade precisa sair do modo "apagar incêndios" e
entrar no modo planejamento. Não
podemos aceitar que falte o básico, como gaze ou medicamentos de uso contínuo,
em uma cidade com o orçamento que temos. A transparência na regulação de exames também é um ponto crucial;
o cidadão precisa saber em que lugar da fila está e qual a previsão real para o
seu atendimento. O direito à
saúde é inegociável e ele se concretiza no dia a dia, dentro das comunidades,
através de um serviço público que respeite a dignidade de quem o procura.
O meu papel
como ex-conselheiro e cidadão é lembrar aos gestores que saúde não se faz
apenas com prédios, mas com profissionais valorizados e processos eficientes. Em Rio das Ostras, o
desafio é transformar os nossos postos de saúde em centros de excelência em
cuidado humano. Afinal, a vida
não espera a burocracia ser resolvida.
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