Terror no Jardim Atlântico: Criança de 12 anos sobrevive a ataque brutal de Pitbull e expõe falta de posse responsável | Rio das Ostras Jornal

Terror no Jardim Atlântico: Criança de 12 anos sobrevive a ataque brutal de Pitbull e expõe falta de posse responsável

O episódio, registrado por câmeras de segurança e presenciado 
por moradores em pânico, deixa a cidade em estado de alerta 

Samuel brincava com amigos quando foi surpreendido por animal solto; ferimentos graves na coxa exigiram cirurgia de emergência e comovem a cidade

O que deveria ser uma noite tranquila de brincadeiras entre amigos transformou-se em um cenário de horror e luta pela sobrevivência na última quarta-feira, 22 de abril. O bairro Jardim Atlântico, em Rio das Ostras, foi palco de um ataque feroz de um cão da raça Pitbull contra o pequeno Samuel, de apenas 12 anos. O episódio, registrado por câmeras de segurança e presenciado por moradores em pânico, deixa a cidade em estado de alerta e gera uma onda de indignação contra a irresponsabilidade de tutores de animais de grande porte.

O Momento do Ataque: Instinto de Sobrevivência

Samuel estava na rua, em frente de casa, acompanhado de outras cinco crianças. Era uma diversão comum de vizinhança até que o animal, que circulava livremente e sem qualquer tipo de contenção ou focinheira, partiu em direção ao grupo. Enquanto as outras crianças conseguiam correr, Samuel tornou-se o alvo principal. Em um ato desesperado para salvar a própria vida, o menino chegou a subir no teto de um carro estacionado, tentando se distanciar das investidas do cão.

Mesmo com o esforço do menino, o animal conseguiu atingi-lo com extrema violência. A cena de terror só não teve um desfecho fatal devido à intervenção heróica de uma mulher que passava pelo local e, ao perceber o perigo iminente, enfrentou o cachorro para livrar a criança. Logo após o ataque, um vizinho enfermeiro prestou os primeiros socorros fundamentais, estancando ferimentos que poderiam ter levado Samuel à morte por hemorragia antes mesmo da chegada da ambulância.

Gravidade dos Ferimentos e Socorro Médico

A vítima foi inicialmente conduzida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rio das Ostras. No entanto, diante da profundidade das mordidas e da constatação de que a coxa esquerda havia sido dilacerada, os médicos decidiram pela transferência imediata para o Hospital Municipal. Na unidade hospitalar, Samuel foi submetido a uma cirurgia de emergência para reconstrução dos tecidos e limpeza das lesões. Segundo o último boletim médico, ele permanece internado na emergência pediátrica, com quadro estável e fora de perigo, mas o trauma físico e psicológico marcará sua infância.

O Desabafo de um Pai e a Revolta da Comunidade

O pai de Samuel, visivelmente abalado, não poupou críticas à falta de fiscalização e à negligência do proprietário do cão. "Samuel tem pai, tem mãe e tem família. Ele não é um menino largado, estava brincando onde deveria estar seguro. O dono desse animal foi um irresponsável. Imagine se o cachorro resolve atacar as outras cinco crianças que estavam ali? Poderia ter sido uma chacina infantil", desabafou.

A revolta dos moradores do Jardim Atlântico é alimentada pelo fato de que esta não foi a primeira vez que o animal foi visto vagando pelas ruas. Testemunhas afirmam que o proprietário habitualmente deixava o cão solto, ignorando os riscos e as leis municipais que exigem o uso de coleira e focinheira para raças consideradas de guarda ou ataque. "É um descaso total. Todos sabiam que esse cachorro era um perigo, e agora uma criança paga o preço", afirmou um vizinho que presenciou o socorro.

Investigação e Responsabilidade Jurídica

A Polícia Militar esteve no local e a Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar formalmente o tutor. O responsável poderá responder criminalmente por omissão de cautela na guarda de animais e lesão corporal grave, além de estar sujeito a sanções administrativas e processos de indenização. O Rio das Ostras Jornal reafirma que ter um animal de grande porte exige responsabilidade civil e moral. Samuel agora luta para voltar a andar e brincar, enquanto a cidade aguarda que a justiça seja tão firme quanto a força necessária para deter a tragédia que quase aconteceu no Jardim Atlântico.

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