Lula critica guerra no Irã como desnecessária e baseada em mentira, e alerta sobre diesel | Rio das Ostras Jornal

Lula critica guerra no Irã como desnecessária e baseada em mentira, e alerta sobre diesel

parte da nação persa. "Os Estados Unidos da América do Norte se meteram a fazer
Reprodução Agência Brasil

O cenário geopolítico internacional e a economia doméstica foram temas centrais nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (1º) de 2026. Em um pronunciamento direto, Lula não poupou críticas à intervenção militar dos Estados Unidos e Israel no Irã, classificando o conflito como "desnecessário" e fundamentado em alegações falsas sobre o programa nuclear iraniano. Paralelamente, o presidente expressou profunda preocupação com a escalada dos preços do óleo diesel no Brasil, um fator que impacta diretamente a cadeia produtiva e o custo de vida dos brasileiros, anunciando medidas de fiscalização e um plano de subsídio.

A visão de Lula sobre o conflito no Irã

O presidente Lula reiterou sua posição de que a guerra contra o Irã é uma empreitada equivocada. Segundo ele, a justificativa apresentada pelos Estados Unidos e Israel, de que o Irã estaria desenvolvendo armas nucleares, é uma "mentira". Lula fundamentou sua afirmação em sua experiência diplomática de 2010, quando, em seu segundo mandato, visitou o Irã e mediou um acordo para o enriquecimento de urânio para fins pacíficos.

Na ocasião, o Brasil e a Turquia propuseram um plano que permitiria ao Irã enriquecer urânio em território turco, sob supervisão internacional, garantindo que o material fosse usado apenas para geração de energia, em conformidade com a Constituição brasileira que restringe o uso de energia nuclear a fins pacíficos. Contudo, o acordo não obteve o apoio necessário dos Estados Unidos, então sob a administração de Barack Obama, nem da União Europeia, levando ao seu fracasso. "Eu digo que é mentira porque eu fui, em 2010, ao Irã, fazer um acordo. E fizemos um acordo que, depois, os EUA não aceitaram nem a União Europeia", afirmou o presidente em Fortaleza, durante entrevista ao vivo à TV Cidade.

Lula enfatizou que, em sua avaliação, o Irã não possui armas nucleares e que as divergências políticas entre as nações envolvidas não deveriam ter resultado em um conflito armado. Ele também criticou a ideia de que a morte de figuras como Ali Khamenei poderia encerrar a guerra, lembrando que o Irã é uma nação milenar com quase 100 milhões de habitantes e uma cultura rica.

Um mês de escalada e impactos globais

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completou um mês nesta semana, sem sinais claros de uma resolução pacífica. A escalada das tensões resultou em ataques combinados ao território iraniano, que levaram à morte de importantes autoridades do país persa, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei. A instabilidade na região teve repercussões globais significativas, especialmente no mercado de energia.

Um dos desdobramentos mais críticos foi o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital controlada pelo Irã, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo comercializado internacionalmente. Essa interrupção ou ameaça à passagem elevou o preço do barril de petróleo em cerca de 50%, gerando preocupações sobre a economia mundial e a inflação. Além dos impactos econômicos, pesquisadores já alertam para os riscos ambientais e climáticos associados à intensificação do conflito na região, que podem ter consequências de longo prazo.

A preocupação com o preço do diesel no Brasil

No cenário doméstico, o presidente Lula manifestou grande preocupação com a alta do preço do óleo diesel, um combustível essencial para a economia brasileira. O Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome, é altamente vulnerável às flutuações do mercado internacional de petróleo. Essa dependência impacta diretamente o transporte rodoviário de cargas, base da logística nacional, e, consequentemente, afeta os preços de alimentos e outros produtos para o consumidor final.

Lula destacou que o governo está monitorando a situação de perto para identificar e combater aumentos abusivos. Ele mencionou a atuação conjunta da Polícia Federal e dos Procons estaduais na fiscalização, com a determinação de punir os responsáveis. "Nós estamos, com a Polícia Federal, com todos os Procons dos estados, fiscalizando, e vamos ter que colocar alguém na cadeia. [A fiscalização] está ativa, minha ordem é para estrada, posto de gasolina", afirmou o presidente.

O presidente também fez uma comparação com o período anterior à privatização da BR Distribuidora, ocorrida no governo Bolsonaro, argumentando que a estatal permitia uma maior capacidade de intervenção na cadeia de preços até a bomba de combustível. Segundo Lula, a Petrobras pode baixar o preço nas refinarias, mas essa redução nem sempre chega ao consumidor final devido à estrutura de distribuição atual.

Medidas governamentais para conter a alta do diesel

Diante do cenário de alta e da necessidade de estabilizar os preços, o governo federal está finalizando uma medida provisória (MP) que visa criar um subsídio para o diesel importado. A proposta prevê um desconto de R$ 1,20 por litro, com um custo total estimado em R$ 3 bilhões ao longo de dois meses. Essa despesa será dividida igualmente entre a União e os estados.

O ministro Dario Durigan confirmou a informação na terça-feira (31), indicando que o governo busca garantir a adesão da maioria dos estados antes da publicação da MP. A iniciativa tem como principal objetivo conter a elevação dos combustíveis e mitigar os riscos de desabastecimento, especialmente considerando a defasagem entre os preços praticados internamente e os valores do mercado internacional. Até o momento, cerca de 80% dos estados brasileiros já sinalizaram apoio à proposta de subsídio ao diesel importado, demonstrando um esforço conjunto para enfrentar a crise.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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