Estátua do Curumim da Lagoa é removida para manutenção após furtos de partes | Rio das Ostras Jornal

Estátua do Curumim da Lagoa é removida para manutenção após furtos de partes

Estátua do Curumim da Lagoa é removida para manutenção após furtos de partes

Um dos ícones mais queridos da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a estátua do Curumim, foi removida para manutenção na tarde desta quarta-feira (01). A ação, conduzida pela Secretaria de Conservação da Prefeitura do Rio (Seconserva), tornou-se necessária após a peça ser alvo de furtos e danos nas últimas semanas, comprometendo sua integridade e simbolismo para a cidade.

A estátua, que há décadas adorna a paisagem da Lagoa, vinha sofrendo com a ação de vândalos. Partes importantes da estrutura foram subtraídas, incluindo o arco, um dos braços e parte de uma perna, deixando o monumento visivelmente danificado. Além disso, a base que sustentava o corpo da estátua estava solta, facilitando a remoção e evidenciando a urgência da intervenção.

Ação emergencial e a extensão dos danos ao Curumim

A decisão de retirar a estátua foi tomada diante da gravidade dos furtos, que não apenas desfiguraram a obra de arte, mas também a deixaram vulnerável a novos ataques. A equipe da Seconserva agiu rapidamente para garantir a segurança da peça e iniciar o processo de recuperação. Embora o corpo principal tenha sido removido, os pés da estátua, que permanecem fixos, serão retirados nos próximos dias para completar o transporte e iniciar a restauração integral.

A perda de elementos tão característicos como o arco e o braço do Curumim representa um golpe para a memória afetiva dos cariocas e visitantes que frequentam a Lagoa. O episódio levanta novamente a discussão sobre a proteção do patrimônio público e a necessidade de medidas mais eficazes para coibir o vandalismo e o furto de obras de arte em espaços abertos.

A história e o simbolismo da estátua do Curumim da Lagoa

A estátua do Curumim é mais do que uma simples escultura; é um marco cultural e histórico para a região da Lagoa Rodrigo de Freitas. Com 1,95 metro de altura e feita em bronze, a obra retrata um jovem índio curumim em um gesto de pesca, munido de arco e flecha. Sua localização, na Avenida Borges de Medeiros, próximo ao Clube Piraquê, é estratégica e amplamente conhecida.

A peça é uma homenagem aos primeiros habitantes do entorno da Lagoa, que denominavam a área de Sacopemapã. Essa referência ancestral confere à estátua um profundo significado, conectando o presente da cidade com suas raízes indígenas e a rica história natural da região. O autor original da obra, Pedro Gaspar Correia de Araújo, falecido em 2019, deixou um legado que agora será preservado por sua família.

O processo de restauração e o aguardado retorno

A restauração da estátua do Curumim é um projeto que demanda cuidado e expertise. Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a expectativa é que o trabalho leve cerca de dois meses para ser concluído. A boa notícia é que a responsabilidade pela recuperação da peça ficará a cargo de Luiz Augusto Correia de Araújo, filho do artista original, Pedro Gaspar Correia de Araújo.

A restauração será realizada no ateliê de Luiz Augusto, garantindo que a obra receba o tratamento adequado e mantenha a fidelidade à visão do autor. A previsão é que a escultura seja reinstalada em seu local de origem em junho, para a alegria dos moradores e frequentadores da Lagoa. Este processo não apenas recuperará a forma física da estátua, mas também reafirmará o compromisso da cidade com a valorização e a proteção de seu patrimônio cultural.

A luta pela preservação do patrimônio público no Rio

O caso da estátua do Curumim da Lagoa é um lembrete contundente dos desafios enfrentados pelas grandes cidades na preservação de seu patrimônio público. Obras de arte instaladas em espaços abertos estão constantemente expostas à ação do tempo, mas, principalmente, ao vandalismo e ao furto, que causam danos irreparáveis e geram custos significativos para os cofres públicos.

A mobilização para a restauração do Curumim reflete a importância que a população e as autoridades atribuem a esses símbolos urbanos. A recuperação e o retorno da estátua não são apenas a reconstrução de uma peça de bronze, mas a reafirmação do valor da cultura, da história e da identidade carioca. É um convite à reflexão sobre a responsabilidade coletiva na proteção desses bens, que contam a história e embelezam a vida urbana. Para mais informações sobre o patrimônio cultural do Rio de Janeiro, você pode consultar fontes confiáveis como o Jornal O Globo.

Para acompanhar este e outros desdobramentos sobre a cultura, o meio ambiente e as notícias mais relevantes do Rio de Janeiro e do Brasil, continue navegando no Rio das Ostras Jornal. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, atualizada e contextualizada, para que você esteja sempre bem informado sobre o que realmente importa.

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