O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende “conversar” com os líderes do Irã, mas não especificou quando o diálogo ocorreria nem quem seriam seus interlocutores. As declarações foram dadas em entrevista à revista The Atlantic e divulgadas neste domingo (1°).
“Eles querem conversar, e eu aceitei conversar, então
falarei com eles. Deveriam ter feito isso antes”, disse o presidente, segundo a
publicação. Trump acrescentou que “a maioria dessas pessoas morreu” e que
alguns dos negociadores iranianos com quem os EUA mantinham tratativas teriam
sido mortos recentemente. Ele ainda afirmou que os dirigentes iranianos
“tentaram ser espertos”.
As declarações ocorreram pouco antes de o Pentágono
confirmar as primeiras baixas americanas na atual campanha militar: três
militares mortos e cinco gravemente feridos durante operações no conflito.
Trump demonstrou convicção de que um levante popular contra
o regime iraniano seria iminente. Ele citou celebrações vistas nas ruas do Irã
e entre integrantes da diáspora iraniana em cidades como Nova York e Los
Angeles.
“Isso vai acontecer. Vocês estão vendo, e acho que vai
acontecer. Há muita gente extremamente feliz lá”, afirmou. Questionado se os
Estados Unidos manteriam os bombardeios para apoiar uma eventual rebelião, o
presidente foi cauteloso: “Preciso analisar a situação no momento em que
ocorrer. Não se pode responder a essa pergunta agora.”
Sobre possíveis ameaças iranianas contra o território
americano, Trump evitou dar detalhes. Em relação ao impacto econômico da
guerra, minimizou projeções negativas. “Isso poderia ter provocado uma enorme
alta no preço do petróleo se as coisas tivessem dado errado”, declarou. Ele
também descartou efeitos políticos adversos para os republicanos nas eleições
de meio de mandato, afirmando que o país vive “a melhor economia de todos os
tempos”.
A sinalização de abertura ao diálogo ocorre em meio à intensificação dos combates. Israel lançou neste domingo uma nova onda de bombardeios sobre Teerã e prometeu uma sequência contínua de ataques. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana realizou ao menos oito ondas de mísseis e drones contra alvos israelenses e bases militares no Golfo.
O número de mortos em Israel subiu para pelo menos dez,
incluindo nove vítimas em Beit Shemesh — o ataque mais letal em solo israelense
desde o início do conflito.
A ofensiva deste fim de semana marcou a segunda ação
conjunta entre o governo Trump e Israel contra o Irã em oito meses. Em junho de
2025, uma operação de 12 dias já havia enfraquecido significativamente as
defesas aéreas iranianas, sua liderança militar e partes do programa nuclear do
país.
Desta vez, os ataques teriam eliminado o aiatolá Ali Khamenei e integrantes do alto comando iraniano. Diante do vácuo de poder, o Irã anunciou a formação de um triunvirato provisório até que a Assembleia de Especialistas escolha um novo líder supremo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a retaliação como “um dever e um direito legítimo” da República Islâmica.
Ao encerrar a entrevista, Trump fez referência ao histórico
de tensões entre os dois países. “As pessoas querem fazer isso há 47 anos. Eles
mataram pessoas por 47 anos, e agora isso se voltou contra eles”, declarou.
Gazeta Brasil
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