Criminoso era chefe do tráfico de drogas no Morro dos
Prazeres e possuía mais de 135 passagens pela polícia
Rio - A morte de Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, de 55
anos, foi um “grande baque na organização criminosa Comando Vermelho”, de
acordo com o secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, nesta
quarta-feira (18). O traficante era chefe do tráfico do Morro dos Prazeres, no
Rio Comprido, Zona Norte.
Em coletiva de imprensa, após a ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na
área, que terminou na morte do criminoso, o coronel apresentou a extensa ficha
criminal de Jiló, uma das mais antigas lideranças do Comando Vermelho.
“Jiló era um
traficante sanguinário, facínora, com 135 anotações criminais. É preciso que se
mostre a ficha corrida desse desse marginal que deveria estar preso, não
deveria estar solto. Estava solto, liderando ações criminosas, roubando
veículos, praticando sequestro, praticando homicídios. Só de mandado de prisão,
ele tinha oito em aberto”, afirmou.
O secretário ainda aproveitou para lamentar a morte do morador Leandro Silva Souza, baleado após
ser feito refém por bandidos dentro da própria casa durante a operação. Além
dele, seis criminosos também morreram no local.
“A gente lamenta a morte do morador Leandro. Eles
sequestraram a essa família, o Bope teve que atuar, tentou estabelecer uma
negociação e eles, de maneira covarde, atiraram contra os policiais, vitimando
também o morador em questão”, disse Menezes.
Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra o estado que ficou a casa de Leandro. Nas
imagens, é possível ver o chão completamente ensanguentado, com alguns restos
mortais e cápsulas de fuzil espalhados. As paredes também ficaram com respingos
e marcas de tiros.
A mulher de Leandro também foi feita refém, mas, felizmente,
não sofreu ferimentos, informou o tenente-coronel Marcelo Corbage,
comandante do Bope. “A gente conseguiu tirar ela com segurança, em estado de
choque, e nós estamos agora conduzindo ela para que possa prestar todo
depoimento”, afirmou.
Durante a operação, outras quatro pessoas foram presas
enquanto tentavam bloquear vias no Rio Comprido. No local, sete ônibus tiveram as chaves retiradas e acabaram sendo
usados como barricadas. Entre eles, um foi incendiado na Avenida Paulo
de Frontin, no acesso ao Túnel Rebouças. Devido a violência, muitos
estabelecimentos comerciais fecharam as portas.

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