Advogado do filho do presidente Lula se manifestou depois de
a CPMI do INSS aprovar a medida nesta quinta-feira (26)
A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,
manifestou-se nesta quinta-feira (26) depois de a Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro
Social (INSS) aprovar a quebra de sigilo do filho do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por meio de nota, o advogado disse
que a medida é “dispensável”.
“Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da
quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu
nenhum crime”, disse o advogado Guilherme Suguimori.
A defesa de Lulinha ainda comentou sobre a autorização
concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF),
para quebrar
os sigilos bancário, telemático e fiscal do empresário. Suguimori disse
que, “desde o início”, o empresário “se colocou à disposição do STF” com
a “intenção de prestar todos os esclarecimentos que a Corte entendesse
necessários”.
Mendonça decidiu, em janeiro, acatar o pedido da Polícia
Federal (PF) para quebrar o sigilo de Lulinha. A corporação apura
o envolvimento do empresário com o esquema de descontos indevidos em
benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
O empresário também foi citado em decisão do ministro que
autorizou a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizar, em dezembro
de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto. No celular de Antônio
Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, a corporação
encontrou mensagens que citam repasse de ao menos R$ 300 mil ao
“filho do rapaz”, que, segundo os investigadores, seria uma alusão
a Lulinha.
CPMI do INSS
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS fez 32
reuniões até esta quinta. Nessa reta final, a comissão está
concentrada em analisar fraudes em empréstimos consignados, com
suspeitas de assédio, concessão sem consentimento e renovações fraudulentas que
geraram dívidas impagáveis. Em 2025, o comitê ouviu Antônio Carlos Camilo
Antunes.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União
Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e
pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca
no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$
24,5 milhões em cinco meses.
Leia a íntegra da nota da defesa de Lulinha
“Recebemos hoje a notícia da quebra de sigilo contra
Fábio Luís, tanto pela CPMI, quanto, supostamente, nos autos do inquérito do
Supremo Tribunal Federal”.
“Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da
quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não
cometeu nenhum crime”.
“No entanto, ressalto que, desde o início, Fábio
expressamente se colocou à disposição do STF, informando sua intenção de
prestar todos os esclarecimentos que a Corte entendesse necessários. O
fornecimento de documentos seria etapa inevitável para esclarecer fatos,
dissipar ilações e evitar a desnecessária politização de seu nome”.
“Diante das notícias de hoje, peticionamos ao STF pedindo
acesso à suposta quebra de sigilo, informando que forneceremos voluntariamente
ao Tribunal os documentos pertinentes”.
“Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é
dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou
interesse inequívoco em contribuir”.
JP

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