Quatro jovens, entre 18 e 19 anos, são procurados por
estupro coletivo, e um adolescente também é investigado. Polícia tenta cumprir
mandados de prisão.
A mãe da adolescente vítima de um estupro
coletivo em Copacabana, na Zona sul do Rio, relatou que a filha
contou desesperada e chorando sobre o crime que sofreu. A mãe não será
identificada para proteger a identidade da vítima.
A polícia faz buscas para prender os quatro
indiciados pelo crime, que estão foragidos.
A mãe disse qual foi o momento em que percebeu a gravidade
do caso, com os ferimentos da vítima nos glúteos e nas costas.
"Foi quando ela suspendeu o vestido mais ou menos
ate aparecer a nádega e eu fiquei desesperada. Só catei os documentos e falei:
'Vamos pra delegacia'", contou ela.
Posteriormente, o exame no Instituto Médico Legal também
apontou lesões na região genital da jovem.
A vítima relatou que só contou à mãe o que tinha acontecido
após conversar com a melhor amiga, que alertou que ela tinha sido vítima de um
estupro.
Em entrevista ao g1 e à TV Globo, a mãe
aplaudiu a coragem da filha em fazer a denúncia, e alertou que o caso ocorrido
com ela pode fazer outros virem à tona.
"A minha filha foi muito corajosa, tanto que fez com
que ela reconhecesse esses meliantes. Através desse reconhecimento, pode haver
outras vítimas", pontuou. "Eu só quero que eles paguem".
Foram indiciados
por estupro com concurso de pessoas e estão foragidos:
- Bruno
Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos
- João
Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos;
- Mattheus
Verissimo Zoel Martins, de 19 anos;
- Vitor
Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos
A 12ª DP (Copacabana), que investiga o caso, afirmou que, caso haja outras vítimas do mesmo grupo ou dentro da escola, a delegacia pode ser procurada para depoimentos.
A advogada da família da vítima, Mariana Rodrigues, afirma
que há relatos envolvendo o mesmo adolescente que levou a jovem ao apartamento
onde ocorreu o estupro. Esse adolescente, estudante do Pedro II, contaria com a
ajuda de outros amigos:
"Existem outras meninas, existem crianças e
adolescentes no Pedro II que já passaram por situações parecidas. Pensando numa
escala, talvez a nossa vítima foi a mais gravosa, mas há outros relatos de
tentativa de beijo, tentativa de conseguir favorecimento sexual colocando
bebida, incentivando o uso de bebidas”, afirmou a advogada.
A vítima é acompanhada pela Comissão de Direitos Humanos da
Câmara dos Deputados, já que o colégio é federal.
Histórico problemático
Dois jovens apontados como suspeitos no caso do estupro coletivo
de uma menor em Copacabana, na Zona Sul do Rio, já haviam sido alvo
de advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II.
O estudante Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um
adolescente de 17 — ambos matriculados no campus Humaitá II — também respondem
a processo disciplinar interno por agressão dentro da unidade escolar, uma das
instituições de ensino federal mais tradicionais do país.
No domingo (1°), a Reitoria do Colégio Pedro II e a
Direção-Geral do campus Humaitá II informaram que abriram processo
administrativo para desligar
os dois estudantes que estudam na unidade e são suspeitos do crime.
O que se sabe sobre o caso
O caso foi revelado no último sábado (28), quando a polícia
indiciou 4 adultos pelo crime de estupro.
Um menor de idade foi indiciado e teve uma representação da
polícia pedindo medida sócio educativa por atos infracionais análogos aos
crimes de estupro e estupro coletivo.
O Serrano
FC anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô e a
suspensão de seu contrato após a expedição de mandado de prisão
contra ele.
Veja abaixo o que se sabe sobre o crime.
O que aconteceu?
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi
convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um
amigo dele, na noite de 31 de janeiro, na Rua Ministro Viveiros de Castro, em
Copacabana, na Zona Sul do Rio de
Janeiro.
No elevador, o rapaz avisou que mais amigos estariam no
local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que, segundo a
vítima, ela recusou. Já no apartamento, ela foi levada para um quarto e,
enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros 4 rapazes entraram
no cômodo.
Esse
rapaz teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela
não conseguiu, a adolescente foi sozinha.
A vítima relatou que, após insistência do adolescente,
concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a
tocassem.
No entanto, segundo o depoimento, os rapazes tiraram a
roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e
sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e
um chute na região abdominal. Tentou sair do quarto, mas foi
impedida.
Por Henrique
Coelho, Larissa Schmidt, Felipe Freire, g1 Rio e RJ2


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