
O icônico castelo de areia que adornava a Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, há cerca de 30 anos, foi demolido pela Prefeitura do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (30). A decisão foi tomada após uma vistoria da Defesa Civil identificar risco de desabamento, levando a Subprefeitura da Barra a agir por motivos de segurança.
História e importância do castelo de areia
O castelo, construído e mantido pelo artista Márcio Mizael, conhecido como "Rei Castelinho", era uma atração local e parte do cenário cultural da Barra. Com 52 anos, Mizael vivia no local e dedicava-se à manutenção da escultura, que atraía turistas e moradores pela sua singularidade e beleza.
Ação da Prefeitura e justificativas
De acordo com a Prefeitura, a decisão de demolir a estrutura foi comunicada previamente a Mizael. A Defesa Civil relatou que a estrutura apresentava risco de desabamento, o que poderia colocar em perigo a segurança dos frequentadores da praia. Durante a ação, agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) utilizaram ripas de madeira para desmontar o castelo.
Reação do artista e apoio social
Mizael, que foi informado sobre a demolição, teve a oportunidade de retirar seus pertences antes da intervenção. A Secretaria de Assistência Social ofereceu acolhimento institucional ao artista, mas ele recusou a proposta. Testemunhas afirmaram que Mizael se mostrou contrário à remoção do castelo, expressando sua insatisfação durante a ação dos agentes.
Impacto e repercussão na comunidade
A demolição do castelo gerou reações diversas entre os moradores e frequentadores da praia. Enquanto alguns compreenderam a necessidade de garantir a segurança, outros lamentaram a perda de um marco cultural da região. O castelo de areia era visto por muitos como um símbolo da criatividade e resiliência do artista, além de um ponto de encontro e contemplação.
Futuro do espaço e do artista
Com a remoção do castelo, a área agora está livre de riscos estruturais, segundo a Prefeitura. No entanto, a situação de Márcio Mizael permanece incerta. Sem aceitar o acolhimento oferecido, ele busca alternativas para continuar sua arte e sustento. A comunidade local e admiradores do trabalho de Mizael expressaram apoio nas redes sociais, destacando a importância de encontrar uma solução que respeite sua trajetória e contribuição cultural.
O Rio das Ostras Jornal continuará acompanhando o desenrolar desta história, trazendo informações atualizadas sobre o futuro do artista e do espaço na Praia do Pepê.
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