Homem de 20 anos estava foragido e foi localizado em Cabo
Frio. Crime aconteceu em junho de 2025 em Araguaína; vítima morreu após oito
dias internada.
O suspeito de
atropelar e matar Daiane Alves da Silva, de 44 anos, foi preso pela
Polícia Civil em Cabo Frio (RJ). O atropelamento aconteceu em junho de 2025,
enquanto a vítima ia ao supermercado em Araguaína, norte do Tocantins. Segundo
a Polícia, o suspeito estava em alta velocidade e fazia manobras de moto,
conhecidas como 'dar grau'.
A prisão preventiva foi efetuada pela Polícia Civil do
Tocantins, nesta segunda-feira (9), com o suporte de equipes da Polícia Civil
do Rio de Janeiro. O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de
Araguaína.
O suspeito foi identificado pela Polícia Civil apenas pelas
J.R.S., de 20 anos. O g1 não conseguiu contato com a defesa
dele até a última atualização desta reportagem.
O atropelamento aconteceu no dia 6 de junho de 2025. Segundo
a investigação, Daiane atravessava a via na faixa de pedestres quando foi
atingida por uma motocicleta. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos
ferimentos após oito dias de internação.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado conduzia a
motocicleta em velocidade superior à permitida para a via e não possuía
Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Após a colisão, ele fugiu do local sem
prestar socorro à vítima.
O suspeito foi recolhido ao sistema prisional do Rio de
Janeiro. Ele deve permanecer à disposição da Justiça até que seja realizado o
recambiamento para o Tocantins.
Quem era Daiane Alves
Daiane Alves da Silva tinha 44 anos e era cuidadora de
idosos. Ela estudava, estava construindo a própria casa e deixou sete filhos.
"Era uma mulher aguerrida, ela nunca desamparou nenhum
de seus filhos. No dia do acontecido, ela ia ao supermercado. Se dedicou muito
a seus filhos, ensinando todos eles o caminho do bem. Ela era uma pessoa
humilde, dedicada à família, trabalhadora, serva de Deus. Ela só queria o bem
das pessoas. Uma pessoa cheia de sonhos. Estava construindo a casinha dela e
estudava. Era uma pessoa maravilhosa, doce, amável. Não merecia terminar
assim", disse o irmão de Daiane, Josafá Barbosa.
Por Patrício
Reis, g1 Tocantins

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