O Comando Sul dos Estados Unidos informou que três pessoas morreram nesta segunda-feira (23) após um ataque das forças militares americanas contra uma lancha no Mar Caribe. A embarcação é suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Com este novo bombardeio, o número de mortos na controversa campanha dos EUA contra embarcações suspeitas já soma 150 vítimas.
O ataque faz parte da Operação Lança do Sul, uma
ofensiva militar iniciada em setembro do ano passado. Desde o começo da missão,
o Exército dos EUA já destruiu pelo menos 44 barcos em rotas marítimas que a
inteligência militar classifica como corredores de organizações
“narcoterroristas”.
O governo de Donald Trump defende a
estratégia argumentando que o país vive um “conflito armado” contra cartéis
latino-americanos e grupos terroristas. A Casa Branca utiliza como base
jurídica a legislação antiterrorista adotada após os atentados de 11 de
setembro de 2001, que permite o uso de força letal contra ameaças à segurança
nacional.
Em vídeo divulgado nas redes sociais pelo Comando Sul, é
possível ver a explosão da lancha. Segundo o comunicado oficial:
“A embarcação
transitava por rotas conhecidas de narcotráfico no Caribe e estava envolvida em
operações de tráfico de drogas.”
O Comando Sul classificou os mortos como “narcoterroristas
do sexo masculino” e garantiu que nenhum militar americano ficou ferido. No
entanto, não foram reveladas as identidades das vítimas nem
apresentadas provas públicas sobre a carga ilícita que estaria a bordo antes da
destruição total do alvo.
A ofensiva tem gerado uma onda de críticas por parte de
organizações civis, especialistas em Direito Internacional e membros da ONU.
O argumento central é que os EUA estariam realizando execuções sumárias sem o
devido processo legal.
- ACLU
(União Americana pelas Liberdades Civis): Afirma que é
“flagrantemente ilegal” empregar militares para matar civis suspeitos
apenas de crimes comuns, sem julgamento.
- ONU: Advertiu,
ainda em 2025, que esses ataques parecem ser “homicídios ilegais
perpetrados por ordem governamental” e que as ações em águas
internacionais violam as leis marítimas vigentes.
A campanha militar não se restringe ao Caribe. Na semana
passada, um ataque similar no Oceano Pacífico deixou 11 mortos, o
maior saldo em uma única operação desde o início da ofensiva.
Washington reconhece a destruição das embarcações, mas, até
o momento, as únicas evidências apresentadas são gravações de baixa resolução
que mostram as explosões, o que dificulta a verificação independente sobre quem
estava a bordo e o que estava sendo transportado.
Gazeta Brasil

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