Desembargadores da 2ª Câmara Criminal negaram recurso por
unanimidade e mantiveram também a indenização de R$ 50 mil para cada vítima.
Crimes ocorreram durante partos em hospital de São João de Meriti, em 2022.
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro (TJRJ) negou, por unanimidade, o recurso do ex-anestesista
Giovanni Quintella Bezerra e manteve a condenação a 30
anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra
duas pacientes.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (24). Os
desembargadores acompanharam o voto do relator, desembargador Peterson Barroso
Simão, que manteve na íntegra a sentença proferida em junho de 2025 pela 2ª
Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Além da pena de 30 anos de reclusão, foi mantida a
condenação ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil
para cada uma das vítimas.
Em seu voto, o relator destacou a gravidade do caso.
“Este processo relata fatos criminosos notoriamente graves e
repugnantes que vão além, afrontando a dignidade da pessoa humana das vítimas,
ao mesmo tempo em que traumatiza a sociedade, envergonha a nobre classe médica
e apavora os pacientes.” Em outro trecho, afirmou: “A sentença resolveu com
correção o conflito de interesses, não havendo necessidade de qualquer reparo.
Ante o exposto, voto no sentido de negar provimento ao recurso, mantendo-se a
sentença em sua integralidade”.
Os crimes
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes
ocorreram em 10 de julho de 2022, durante duas cirurgias de parto no Hospital
da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.
A investigação começou após funcionários da unidade de saúde
filmarem o anestesista Giovanni Quintella Bezerra colocando o pênis na boca de
uma paciente quando ele participava do parto dela. — Foto: Reprodução/ TV Globo
Segundo a acusação, o então anestesista teria aplicado, além
da anestesia, outras substâncias para sedar as parturientes. Aproveitando-se da
condição das pacientes, que estavam impossibilitadas de oferecer
resistência, ele teria praticado atos libidinosos sem que outros
integrantes da equipe médica percebessem.
Giovanni Quintella Bezerra foi preso
em flagrante em 2022. Ele está detido no presídio Pedrolino Werling de
Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Em dezembro de 2023, o Conselho Federal de Medicina cassou o
registro profissional do ex-médico, proibindo-o de exercer a profissão em todo
o território nacional.
Por g1 Rio


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