A PF revelou que o ministro foi citado diversas vezes no
celular de Vorcaro, dono do Banco Master; magistrado é relator do caso que
envolve a empresa no STF
Os senadores Eduardo Girão (CE) e Marcel Van Hattem (RS), ambos
do partido Novo, anunciaram nesta quinta-feira (12) que protocolaram um
novo pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Dias Toffoli após revelações da Polícia Federal (PF).
A PF revelou que o magistrado
foi citado diversas vezes no celular do dono do Banco Master, Daniel
Vorcaro. Toffoli é o relator do caso envolvendo a empresa na Suprema Corte.
Girão classificou as informações divulgadas em relatório
da PF como “revelações muito graves”. Para o parlamentar, o documento
confirma o pedido de suspeição feito anteriormente por parlamentares, que,
segundo o senador, não teve resposta da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Além do pedido de impeachment, o senador anunciou mais um
pedido de suspeição sobre a atuação do ministro no caso. A PF também
pediu a suspeição de Toffoli na última quarta-feira (11), devido aos dados
obtidos no celular de Vorcaro.
A solicitação, no entanto, só pode ser feita pelo PGR,
Paulo Gonet. Este é o quarto pedido para remover Toffoli do STF. Três
já foram negados pela procuradoria.
Revelações da PF
A PF enviou na última segunda-feira (9) ao
presidente do STF, Edson Fachin, um relatório sobre os dados analisados do
celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A investigação achou diversas menções ao ministro Toffoli,
relator do caso no STF. Em nota emitida pelo gabinete, Toffoli disse
que o pedido se “trata de ilações”. Baseado no artigo 145 do Código de
Processo Civil, o magistrado também argumentou que a corporação “não tem
legitimidade” para fazer a solicitação.
JP

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