Corte já havia deixado claro que estaria atenta a
consequências de ações do presidente
Na homenagem que recebeu da Acadêmicos de
Niterói na noite deste domingo (15/2), o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) saiu
do camarote da prefeitura do Rio de Janeiro e desceu para
acompanhar de perto o desfile. A ação já gerou
críticas e promessas de processos no TSE (Tribunal Superior
Eleitoral).
O partido Novo anunciou nesta segunda-feira
(16) que pedirá a inelegibilidade do presidente. Segundo o presidente da sigla,
Eduardo Ribeiro, “houve propaganda eleitoral antecipada financiada com
dinheiro público” no desfile em homenagem ao atual chefe do Executivo.
Para o partido, o desfile da Acadêmicos de Niterói
caracterizou abuso de poder político e econômico ao
utilizar recursos públicos para promover a imagem de Lula em contexto pré-eleitoral.
Possível Reanálise
Na última quina-feira (12), o TSE decidiu
rejeitar as ações protocoladas na Corte contra a escola de samba
fluminense. Entretanto, a corte sinalizou que o presidente ainda poderia ser
punido dependendo do que acontecesse no local.
Os ministros deixaram claro que a decisão não seria
definitiva e que a Corte eleitoral estaria atenta a consequências do desfile.
Na ocasião, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia,
afirmou que a situação pode levar a um ambiente propício para ilícitos, com um
risco “muito plausível”.
Deboche
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também usou as redes sociais
para criticar o desfile.
Na publicação, o parlamentar diz que vai protocolar uma ação
no TSE contra os “crimes do PT na Sapucaí”.
Além do senador, outros parlamentares da oposição criticaram
a homenagem feita pela escola de samba. O ex-vereador Carlos Bolsonaro repostou
uma publicação que afirma que o desfile foi um “deboche” aos brasileiros. “Esse
desfile eleitoral foi um tapa na cara de todo brasileiro de bem!”, diz.
R7

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