Inicialmente, oitiva estava prevista para quinta-feira (26),
mas foi reagendada após reunião da Comissão
A CPI do INSS adiantou para a próxima segunda-feira
(23), às 16h, a oitiva do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Inicialmente o depoimento estava previsto para quinta-feira (26), mas foi
reagendado após reunião do presidente da comissão, senador Carlos Viana
(Podemos-MG), com outros integrantes do colegiado.
O vice-presidente da CPI, deputado federal Duarte Jr
(PSB-MA), fez uma uma publicação na rede social X comunicando o
adiantamento do depoimento. “Em reunião com o presidente da CPMI do INSS,
senador Carlos Viana, foi definida a oitiva do banqueiro e presidente do Banco
Master, Daniel Vorcaro”, escreveu. O deputado disse ainda que o Brasil aguarda
respostas e que “a verdade vai aparecer”.
Vorcaro também deve depor na CAE (Comissão de
Assuntos Econômicos) do Senado na terça-feira (24). Como o banqueiro está em
São Paulo em prisão domiciliar, será escoltado pela Polícia Federal (PF) até
Brasília.
CPMI do INSS
Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS realizou 29
reuniões até 4 de dezembro e retomou os trabalhos no dia 5 de fevereiro. Neste
ano o trabalho da comissão será concentrado em análises de fraudes em
empréstimos consignados, com suspeitas de assédio, concessão sem
consentimento e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. Em
2025, o comitê ouviu 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes,
que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.
O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União
Brasil-AL), qualificou Antunes como “autor do maior roubo a aposentados e
pensionistas da história do Brasil”. Segundo os dados apurados pela CPMI, o “Careca
no INSS” seria o operador do esquema e teria movimentado R$ 24,5
milhões em cinco meses. Vários convocados optaram por permanecer em silêncio
amparados por habeas corpus. Outras testemunhas, segundo os senadores, mentiram
durante a prestação de esclarecimentos.
Caso Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a
grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro de 2025,
a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de
Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio,
Títulos e Valores Mobiliários.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do
conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.
Segundo as investigações, o Banco Master oferecia
Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do
mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a
assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam
artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
JP

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