Kim Jong Un disse que o desenvolvimento acelerado do
programa nuclear e de mísseis consolidou o país permanentemente
O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong Un,
afirmou que o país pode “destruir completamente” a vizinha Coreia do Sul, caso
sua segurança seja ameaçada, em comentários nesta quinta-feira, 26. Ele
reiterou sua recusa em se engajar com Seul, mas deixou a porta aberta para o
diálogo com os EUA ao concluir um congresso do partido que delineou as metas
políticas para os próximos cinco anos.
No congresso, Kim disse que o desenvolvimento
acelerado de seu programa nuclear e de mísseis nos últimos anos “consolidou
permanentemente” o status do país como um Estado com armas nucleares,
e pediu que Washington descarte o que ele percebe como políticas “hostis” em
relação à Coreia do Norte se quiser retomar o diálogo há muito paralisado.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul disse que é
lamentável que o país vizinho continue a definir as relações
intercoreanas como hostis e que Seul “pacientemente” buscará esforços para
estabilizar a paz.
Nos últimos anos, Kim tem intensificado sua retórica em
relação a Seul e sublinhado sua rejeição à diplomacia intercoreana.
Especialistas dizem que isso provavelmente não prenuncia confrontos militares,
mas visa avançar um esforço mais amplo para afirmar um papel regional mais
assertivo, respaldado pelo arsenal nuclear de Kim e seus laços com Moscou e
Pequim.
A Agência Central de Notícias da Coreia informou que, no
congresso, Kim também pediu o desenvolvimento de novos sistemas de
armas para fortalecer seu exército armado nuclearmente, incluindo
mísseis balísticos intercontinentais que poderiam ser lançados debaixo d’água e
um arsenal expandido de armas nucleares táticas, como artilharia e mísseis de
curto alcance, visando a Coreia do Sul.
JP

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