Por Angel Morote
Marciel Gonçalves cobra ações imediatas das Secretarias
de Serviços Públicos e Meio Ambiente; vereador destaca que mato alto e buracos
castigam os bairros após o Carnaval
O Presidente da Câmara Municipal de Rio das Ostras, Marciel
Gonçalves de Jesus Nascimento (PL), utilizou a tribuna durante a sessão
plenária da última terça-feira, 24 de fevereiro, para desabafar e cobrar
providências enérgicas do Poder Executivo. O parlamentar denunciou o que chamou
de "cenário de abandono" em diversos bairros do município, agravado
pelo período pós-festividades de Carnaval e pelas recentes chuvas.
Segundo Marciel, o gabinete tem sido bombardeado por
reclamações de moradores que sofrem com a falta de infraestrutura básica. Entre
os principais problemas apontados estão ruas esburacadas, iluminação pública
precária ou inexistente, além do acúmulo de lama e entulho, o que compromete
diretamente a mobilidade e a segurança da população.
Cobrança direta ao secretariado
Em um discurso contundente, o vereador direcionou suas
críticas aos atuais secretários de Serviço Público e de Meio Ambiente. Marciel
exigiu a apresentação urgente de um planejamento, com cronograma e definições
claras de execução para a retomada dos trabalhos nos bairros.
"Estou deixando registrado aqui uma solicitação para
que retomem o trabalho nos bairros. Se a cidade está suja, está feia, as festas
acabaram, está na hora de fazer um mutirão. Tem mato com quase um metro de
altura, bueiros e as caixas-rasas estão todas entupidas", afirmou o
presidente do Legislativo.
Fiscalização e contratos milionários
Marciel Gonçalves também fez questão de separar as
atribuições dos poderes, ressaltando que a população, muitas vezes, cobra dos
vereadores serviços que são de responsabilidade direta da Prefeitura.
"A população está metendo cacete nos vereadores, como
se isso fosse o trabalho do vereador. Nosso trabalho aqui é cobrar e
fiscalizar, e é o que estamos fazendo o tempo todo. Mas não vou ficar aqui
passando a mão na cabeça de secretário que não quer trabalhar", disparou o
edil, acrescentando ainda uma nota de alerta sobre os recursos envolvidos:
"O contrato é bastante grande, bem milionário, diga-se de passagem. É
inadmissível que a cidade fique suja".
O parlamentar encerrou sua fala com um ultimato ao Governo
Municipal, afirmando que esta seria a última solicitação feita em tom de
gentileza. Segundo ele, caso as obrigações não sejam cumpridas e o atendimento
à comunidade não seja normalizado, o tom das cobranças na Casa de Leis será
elevado.

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