Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação sobre Banco Master | Rio das Ostras Jornal

Toffoli prorroga por mais 60 dias investigação sobre Banco Master

Ministeo Dias Toffoli.  Carlos Moura/SCO/STF

Segundo ministro, por se tratar de manifestações de autoridade policia, foi necessária uma nova data

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou, neste sexta-feira (16), por mais 60 dias o prazo para conclusão das investigações sobre suspeitas de irregularidas na  operação de venda do Banco Master. Segundo ministro, por se tratar de manifestações de autoridade policia, foi necessária uma nova prorrogação. A decisão ocorre após um pedido da Polícia Federal (PF). Segundo ministo, as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 dias, devem ser deferidas. “Intima-se a Procuradoria-Geral da República”.

As investigações sobre o Banco Master chegou ao STF em dezembro, quando ficou decidido que o caso tramitaria na Suprema Corte, substituindo a Justiça Federal em Brasília. Nesta semana houve a segunda fase da Operação Compliance Zero. Toffoli havia retirado da PF a responsabilidade de guardar e analisar os materiais apreendidos – ele recuou parcialmente da ordem após ter sido alvo de críticas.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema que movimentou R$ 12 bilhões e tenham cometido os seguintes crimes.

  • Organização criminosa;
  • Gestão fraudulenta de instituição financeira;
  • Induzimento ou manutenção em erro de investidor;
  • uso de informação privilegiada e manipulação de mercado;
  • lavagem de dinheiro.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novembro, entretanto, foi liberado dias depois. Nesta sexta, o minsitro já tinha determinado que a Polícia Federal (PF) alterasse o cronograma de colheita de depoimentos dos investigados no caso do Banco Master para concentrar as diligências em apenas dois dias. Os depoimentos ocorreriam ao longo da última semana de janeiro e primeira de fevereiro.

Em entrevista à Jovem Pan, o Senador Renan Calheiro justificou que decidiu acelerar a apuração das suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e criou um grupo de trabalho que começará a atuar já no retorno do recesso legislativo, antes mesmo da eventual instalação de uma CPI.

“Na segunda-feira falarei sobre a instalação, o plano de trabalho e tudo mais”, disse. Segundo ele, o objetivo é acompanhar de perto as investigações em curso, ouvir os envolvidos e adotar medidas de fiscalização financeira, atribuição da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

JP

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