Nas redes sociais, Lula afirmou que as ações ‘ultrapassam
uma linha inaceitável’ e ‘representam uma afronta gravíssima à soberania’ do
país vizinho
O Brasil participou neste domingo (4) de uma reunião
da Comunidade
de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para discutir o
ataque dos Estados Unidos a Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro.
Durante reunião que durou aproximadamente duas horas, o Brasil foi representado
pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que
reforçou a posição adotada pelo presidente Lula. Nas redes sociais, o
presidente afirmou que a ação “ultrapassam uma linha inaceitável” e
“representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”.
O ministro também disse que já conversou com México,
Uruguai, França e União Europeia sobre a posição do Brasil, além de destacar
que a União Europeia publicou uma nota criticando a ação do governo americano.
Em nota assinada por 26 membros de 27 (apenas Hungria ficou de fora), o bloco
pediu “calma e contenção de todas as partes” e que se “respeite a vontade do
povo venezuelano”.
Participaram também do encontro os principais países da
América Latina, incluindo a Argentina, que foi contra a publicação de uma
declaração conjunta. Mais cedo, Brasil México, Chile, Colômbia, Uruguai e
Espanha publicaram uma declaração demostrando preocupação com “apropriação
externa” de recursos naturais da Venezuela e pede que a ONU atue para a
desescalada de tensões, após o ataque dos Estados Unidos.
Amanhã, o Conselho de Segurança da ONU se reúne às 12h de
Brasília para também discutir a questão.
JP

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