Ainda segundo o presidente do tribunal, o encontro com
Galípolo teve como objetivo dizimar dúvidas sobre a competência para atuar no
caso Master
O presidente do Tribunal
de Contas da União, Vital do Rêgo,
afirmou nesta segunda-feira (12), que o Banco Central concordou
com a realização da inspeção no caso Master. Segundo Vital do Rêgo, essa foi a
conclusão da reunião realizada mais cedo na sede da autoridade monetária entre
Vital do Rêgo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o relator do processo
que investiga a liquidação do Banco Master pela autoridade monetária,
ministro Jhonatan de Jesus.
“O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU. O Banco
Central quer a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo não
é um processo meramente administrativo. É um processo administrativo e
criminal”, disse Vital do Rêgo, em entrevista coletiva à imprensa. O presidente
do TCU afirmou que saiu profundamente feliz com o resultado da reunião, e disse
que os diretores do BC afirmaram, com unanimidade, valorizar o trabalho do
Tribunal.
Ainda segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como objetivo
dizimar dúvidas sobre a competência
do TCU para atuar no caso Master.
Reunião foi realizada após desgaste entre BC e TCU
O encontro estava marcado na agenda oficial. A reunião foi
marcada na semana passada, em meio ao desgaste entre BC e TCU por causa da
investigação. Jesus autorizou em dezembro o início da apuração, com o objetivo
de apurar se houve “precipitação” da autoridade monetária ao decretar a
liquidação, no dia 18 de novembro.
O relator chegou a pedir explicações do BC. Com base na
resposta, auditores do TCU concluíram, preliminarmente, que a autarquia agiu
corretamente no processo que levou à liquidação. No sábado, por meio de nota,
Jesus afirmou que o posicionamento dos técnicos não se confundia com uma
decisão da corte de contas. Segundo o ministro, foram os próprios auditores do
TCU que requisitaram a realização de uma inspeção in loco no BC para ter acesso
a documentos sigilosos do caso.
Jesus chegou a autorizar a inspeção na última segunda-feira,
5, mas voltou atrás na quinta-feira, 8. Ele acolheu um recurso do BC e deve
submeter a realização da inspeção ao plenário da corte. Além de Galípolo,
também participaram da reunião, pelo BC, os diretores de Fiscalização, Ailton
Aquino – que recomendou a liquidação do Master -; de Regulação e
Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Gilneu Vivan; e de Cidadania e
Supervisão de Conduta, Izabela Correa.
JP

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