Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, também
aceitou o convite para se unir ao Conselho de Paz
Os governos de Arábia
Saudita, Catar e Jordânia anunciaram nesta quarta-feira (21) que
aceitam o convite do presidente dos Estados
Unidos, Donald Trump, para participar do Conselho de Paz que
supervisionará o desenvolvimento do cessar-fogo na Faixa de Gaza, ao qual já se
juntaram Egito, Paquistão e Emirados Árabes.
O Ministério das Relações Exteriores saudita indicou em
comunicado que os departamentos homólogos de Turquia, Egito, Jordânia,
Indonésia, Paquistão, Catar e Emirados Árabes “acolhem o convite feito aos seus
líderes” por Trump para participar deste Conselho de Paz, que será liderado
pelo próprio presidente americano.
“Os ministros anunciam a decisão conjunta de seus países de
se unirem ao Conselho de Paz. Cada país assinará os documentos de adesão de
acordo com seus procedimentos legais e necessários relevantes”, incluindo
Egito, Paquistão e Emirados Árabes, que já anunciaram separadamente sua
inclusão neste órgão supervisor, segundo o comunicado.
Além disso, os responsáveis pelas Relações Exteriores desses
países reiteraram seu apoio aos “esforços de paz liderados pelo presidente
Trump” e reafirmaram “o compromisso de seus países em apoiar a implementação da
missão do Conselho de Paz como administração de transição”.
A missão da nova entidade, de acordo com o comunicado, deve
ser “direcionada a consolidar um cessar-fogo permanente, apoiar a reconstrução
de Gaza e promover uma paz justa e duradoura baseada no direito palestino à
autodeterminação e na condição de Estado, de acordo com o direito
internacional, abrindo assim o caminho para a segurança e a estabilidade de
todos os países e povos da região”.
Segundo Washington, o órgão conta com a aprovação do
Conselho de Segurança da ONU, embora a proposta tenha gerado receios em alguns
países devido ao risco de se tornar um mecanismo paralelo ao sistema
multilateral das Nações Unidas.
A Casa Branca indicou que o Conselho será presidido pelo
próprio Trump e contará com um conselho executivo composto por figuras do seu
círculo político e empresarial.
Antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, também aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, para se
unir ao Conselho de Paz. “O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, anunciou que
aceitou o convite do presidente americano Donald Trump e se unirá como membro
do Conselho Supremo de Paz, que será composto por líderes mundiais”, afirma um
comunicado divulgado nesta quarta-feira (21) pelo gabinete do premiê
israelense.
*Com informações da EFE

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