Ocupação hoteleira está em 87,01%, com acomodações na Zona
Sul sendo mais procuradas por visitantes; No setor de restaurantes e quiosques,
expectativa de faturamento também é alta
Rio - Faltando dois dias para o Réveillon, o Rio está
lotado de turistas que vão celebrar a chegada de 2026 na cidade. Com o
alto número de estrangeiros e brasileiros, os hotéis já têm ocupação próxima do
total, e os bares, restaurantes e quiosques esperam alto faturamento nos
últimos momentos do ano. Vagas na Zona Sul, especialmente em Copacabana,
onde acontece a maior festa da virada do mundo, são as mais procuradas,
mas visitantes também optaram pela Barra da Tijuca e o Centro.
Levantamento divulgado nesta segunda-feira (29) pelo
Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio (HotéisRio)
aponta que, para o Réveillon, a média da ocupação na cidade está em 87,01%.
Entre as hospedagens mais procuradas, 91,83% são em Copacabana e no Leme, e
89,06% em Ipanema e Leblon. Já nas áreas da Barra, Recreio e São Conrado, as
acomodações têm 86,14% das vagas ocupadas. A alta procura ainda foi
registrada nas regiões do Flamengo e Botafogo, com 84,55%, e Centro,
82,45%.
Segundo o presidente do HotéisRio, Alfredo Lopes, diferente
dos anos anteriores, são esperados mais turistas internacionais para a virada
do ano, especialmente de países da América do Sul, bem como dos Estados Unidos
e Canadá. Mas, os brasileiros não ficam de fora, e visitantes paulistas,
mineiros, gaúchos e paranaenses, principalmente, devem comemorar a chegada de
2026 no Rio.
"A gente vai ter uma mudança no perfil dos turistas,
com um volume maior de turistas internacionais, principalmente aqui do Cone
Sul: argentinos, chilenos, paraguaios, uruguaios, paraguaios. Mas também
americanos, europeus e, com abertura de uma linha (aérea) do Canadá direto para
cá, canadenses. Os turistas internacionais vão vir em maior quantidade, eles
ficam mais tempo na cidade e consomem mais. Isso é muito bom para a economia da
cidade", afirmou Lopes.
O presidente explicou também que os turistas Sul-americanos costumam vir ao Rio
de Janeiro com a família e dão preferência à hotéis na Barra da Tijuca, na Zona
Sudoeste, por ser uma região menos movimentada que a Zona Sul e pela maior
variedade de estabelecimento para compras. Já os americanos e europeus costumam
vir sozinhos e optar por hospedagens na Zona Sul, Santa Teresa e outras áreas
do Centro.
"A Barra eles têm uma impressão de ser mais tranquilo, tem muito mais
shoppings que eles podem visitar, comprar, o argentino tem comprado muito. A
Zona Sul está em primeiríssimo lugar, até porque Copacabana tem a praia mais
famosa do Brasil e uma das mais famosas do mundo. Tem outros bairros, os europeus
gostam muito de Santa Teresa, tem muita procura em Botafogo, Flamengo, o
próprio Centro. Mas, sem dúvida nenhuma, Copacabana, Zona Sul como um todo, e a
Barra são os mais movimentados no Réveillon”.
Ainda segundo Lopes, o HotéisRio observa que casais e grupos mais jovens buscam
hospedagens em hostels, enquanto famílias maiores reservam casas ou
apartamentos, por meio de plataformas que oferecem acomodações, ou hotéis
tradicionais. "Tem público para todos os tipos de acomodação. A diferença
é o serviço, quem quer serviço fica mais em hotel", destacou.
O Réveillon de 2026 espera levar mais de 2,5
milhões de pessoais para a Praia de Copacabana, onde terão shows de
Gilberto Gil, Ney Matogrosso, João Gomes, Belo, Alcione, Iza e Alok. A cidade
ainda contará com outros 12 palcos em outros pontos da Zona Sul e nas Zonas Norte
e Oeste, com mais de 70 atrações. De acordo com a Riotur, a expectativa é de
público de aproximadamente cinco milhões em todo Rio.
"A gente espera receber cerca de 5 milhões de pessoas
por toda a cidade na noite de Réveillon. E essa movimentação que acontece antes
e depois é resultado de planejamento, da promoção da cidade, de um calendário
de eventos contínuo, de organização e do esforço conjunto de todos os órgãos
envolvidos", declarou o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
Restaurantes, bares e quiosques
De acordo com o presidente da Orla Rio, João Marcello
Barreto, o ano de 2025 foi histórico para o turismo brasileiro, com a presença
de milhões de turistas estrangeiros na cidade, que refletiu nos setores de
serviços como bares, restaurantes e quiosques. A
concessionária projeta um crescimento de 15% no faturamento na última
semana de 2025 e espera cerca de um milhão de visitas nos últimos
três dias do ano, nos mais de 300 estabalecimentos espalhados pela orla.
A expectativa reflete o maior fluxo de turistas nacionais e
estrangeiros, em comparação ao mesmo período de 2024. Com reservas nos
quioesques já esgotadas no Réveillon, houve contratação de cerca de 1,5 mil
novos colaboradores. "Estamos encerrando um ano histórico para o turismo
brasileiro, com a marca expressiva de 9 milhões de visitantes estrangeiros. A
orla carioca sente esse reflexo diretamente: em comparação ao ano anterior,
registramos um crescimento entre 20% e 25% no faturamento dos quiosques
administrados pela Orla Rio. E a expectativa para a última semana de 2025 é
altíssima, servindo de esquenta para um 2026 que promete ser memorável",
comenta Barreto.
O Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio (SindRio) aponta
que apesar da dinâmica de consumo do verão ter mudado ao longos dos últimos três
anos, com o mês de janeiro sendo o pico de faturamento, superando
dezembro, estabelecimentos localizados em áreas turísticas, como
a Zona Sul e a Lapa, e próximos a pontos de celebração, tendem a registrar
crescimento expressivo no movimento e no faturamento, especialmente pela
demanda por ceias e o consumo de turistas com estadias prolongadas.
"O final de ano é uma grande oportunidade para a
cidade, que se beneficia do aumento do fluxo de pessoas. Os dados do setor,
somados ao recorde de turistas e ao fato da Rodoviária esperar mais de 890 mil
pessoas entre 18 de dezembro e 5 de janeiro, nos deixam bastante otimistas para
as festas de final de ano e para o verão de 2026. Acreditamos que a tendência é
que o setor supere o crescimento visto no ano passado", apontou o
presidente do SindRio, Fernando Blower.
O Dia

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