Estratégia foi usada por Carla Zambelli nesta semana
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante,
afirmou que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pode renunciar ao mandato no
próximo ano, após pedido de asilo político aos Estados Unidos. Ramagem está no
país desde setembro.
Segundo Sóstenes, a intenção é evitar que a situação do
parlamentar seja analisada neste momento pela Câmara. O líder do PL disse que
conversou com Ramagem nesta segunda-feira (15), quando foi falada da
possibilidade de renúncia foi mencionada como uma alternativa futura, diante da
prioridade dada após processo de asilo.
“Vou reivindicar ao colégio de líderes que não coloque a
situação do Ramagem em pauta nesta semana. Falei com ele agora há pouco e ele
disse que pode até pensar numa futura renúncia no próximo ano, porque está
tramitando um pedido de asilo político nos Estados Unidos, e neste momento a
manutenção do mandato é importante para ele”, afirmou.
Disputa interna e eleições de 2026
Sóstenes Cavalcante também comentou sobre o cenário
eleitoral de 2026. Ele confirmou que o nome do senador Flávio Bolsonaro já está
consolidado como candidato à presidência e afirmou que não há possibilidade de
recuo nessa decisão. Já para o Senado, segundo o deputado, o cenário para o Rio
de Janeiro segue em aberto, com vários nomes sendo avaliados, inclusive ele.
O líder do PL disse que não tem grande entusiasmo em
disputar uma vaga no Senado, mas admitiu que pode aceitar a candidatura caso
haja um entendimento do partido e, especialmente, a pedido do ex-presidente
Jair Bolsonaro. “Nas duas vezes em que estive com o presidente Bolsonaro, ele
pediu para colocar o meu nome”, afirmou.
Apesar disso, Sóstenes ressaltou que sua principal pretensão
política é a Presidência da Câmara dos Deputados. Segundo ele, uma eventual
candidatura dependerá do desempenho da direita nas eleições e do tamanho da
bancada do PL na próxima legislatura.
Críticas à condução da Câmara
O líder do PL também fez críticas ao presidente da Câmara,
Hugo Motta. Sóstenes afirmou que a atual gestão adota uma postura de adiamento
de decisões e classificou o estilo de liderança como “procrastinador”.
“A gestão do Hugo lidera empurrando o problema pra frente.
Isso não ajuda”, declarou.
Apesar das críticas, Sóstenes ponderou que Hugo Motta tem um
estilo próprio de condução dos trabalhos, que deve ser respeitado, embora ele
discorde da forma como algumas decisões foram tomadas ao longo do ano.
JP

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