Vídeos captados por agentes e
drones revelam momentos de tiroteio intenso e dificuldades de atuação em áreas
dominadas pelo tráfico. Ao todo, 121 pessoas morreram na megaoperação nos
complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho.
A TV Globo teve acesso com
exclusividade a imagens da megaoperação
policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos do
Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Os vídeos registram o confronto
entre agentes do Bope e criminosos do Comando Vermelho em uma área de mata
conhecida como Vacaria, no alto do morro da Penha.
Em uma das gravações, feita por
um policial do Bope, é possível ouvir rajadas intensas de tiros. Na
parte mais baixa dos complexos, equipes da Polícia Civil também atuavam,
obrigando os criminosos a recuarem.
As câmeras corporais acopladas
aos uniformes dos agentes captaram cenas que lembram uma zona de guerra.
Durante a operação, quatro
agentes foram mortos. Um dos vídeos mostra o momento em que um policial
do Bope é socorrido após ser atingido na perna.
Ele aparece usando uma máscara
preta, utilizada como proteção contra bombas de gás lançadas durante o
confronto. O agente foi internado, mas já recebeu alta.
Outra imagem, feita por um drone, mostra o lançamento de uma bomba de gás contra um grupo de criminosos que tentava se esconder. O vídeo também revela as dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança para avançar em áreas com barricadas feitas com carcaças de carros queimados.
Em um dos trechos, um blindado
precisou ser usado para remover os obstáculos.
Segundo a Polícia Civil, todos os
117 corpos que estavam no Instituto Médico Legal (IML) já foram periciados.
Desses, 109
foram identificados e 99 liberados para as famílias.
Dos 69 denunciados pelo Ministério Público no inquérito que motivou a operação, cinco foram presos. Entre os foragidos está o traficante Doca, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho.
Ao todo, 113 pessoas
foram presas durante a ação. Após audiências de custódia, dois foram
liberados.
Na Penha, região que abriga os
dois complexos, moradores tentam retomar a rotina. Locais tradicionais como a
Igreja da Penha e o parque de diversões ficaram mais vazios no fim de semana.
No comércio, o movimento ainda é fraco.
"Horário tá normal, voltou
ao normal, só que ainda tem menos pessoas na rua”, disse um lojista do
calçadão.
A sensação de insegurança
persiste entre os moradores.
“Bairro da Penha tá precisando de
tranquilidade pro pessoal trabalhar”, afirmou um morador. Outro completou: “A
preocupação é sempre permanente”.
Por Jornal Nacional



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