Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG). Roque de Sá/Agência Senado
Ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) decidiu conceder habeas corpus a Milton Baptista de Souza Filho,
presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi)
O presidente da Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou nesta quinta-feira (9) a
decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de
conceder habeas corpus a Milton Baptista de Souza Filho, presidente do
Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi).
Segundo Viana, a medida
representa um “grande movimento de blindagem” de pessoas próximas ao governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu estranho mais uma vez um habeas
corpus que venha de um ministro que já não permitiu que outra pessoa viesse, e
agora permite nem o juramento de falar a verdade. No meu entendimento como
parlamentar, estamos diante de um grande movimento de blindagem de pessoas
próximas, inclusive ao governo, aos sindicatos”, afirmou o senador.
Conhecido como Milton Cavalo, o
dirigente sindical presta depoimento à CPMI poucas horas depois de uma operação
da Polícia Federal que realizou busca e apreensão na sede do Sindnapi. O
sindicato tem ligação com José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do
presidente Lula. Na decisão, Flávio Dino garantiu a Milton Cavalo o
direito ao silêncio e a assistência plena da defesa. O ministro argumentou que
não há comprovação de que o sindicalista seja formalmente investigado em
inquérito no STF, e que, embora tenha sido convocado como testemunha, a
dinâmica da CPMI poderia levá-lo a produzir provas contra si mesmo.
Desde o início dos trabalhos da
comissão, em agosto, parlamentares têm questionado decisões do Supremo que
limitam o alcance das investigações. Diante dessas divergências, Carlos Viana
afirmou que o colegiado já estuda um projeto de lei para ampliar os poderes
investigativos das CPIs no Congresso Nacional.
JP

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