Polícia vê ligação entre o
homicídio ocorrido na Baixada Fluminense, em abril de 2025, e outras três
mortes por envenenamento registradas em Guarulhos (SP).
O delegado que investiga a mulher
presa pela morte do próprio pai com uma feijoada envenenada definiu
a amiga dela, investigada como comparsa, como uma “serial killer”.
O delegado Halisson Ideiao veio de São Paulo para acompanhar a exumação do
corpo de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto em abril deste
ano.
O delegado afirmou que Michele
Paiva da Silva, filha de Neil, financiou a vinda de Ana
Paula Veloso de Guarulhos para o Rio para executar o plano de
matar Neil. Ambas estão presas — Michele foi pega nesta terça-feira (7).
“Ana Paula Veloso foi até a nossa
delegacia por causa de um suposto bolo envenenado dentro de
uma faculdade. Ela colocou esse suposto bolo envenenado para tentar
incriminar uma terceira pessoa. Por este inquérito, chegamos à conclusão de que
Ana Paula não era vítima nesse caso, mas sim uma serial killer”, declarou.
“Ana Paula matou 4 pessoas
envenenadas, entre elas o Neil, a mando da Michelle”, disse o delegado.
A Polícia Civil do RJ faz nesta
quinta-feira (9), no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, Zona Norte da
capital, a
exumação do corpo de Neil. O exame é necessário para descobrir se houve
envenenamento.
Neil morreu no Hospital Adão
Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, horas depois de consumir a
feijoada. A polícia suspeita de envenenamento, embora a certidão de óbito
do aposentado aponte como causa da morte insuficiência respiratória
aguda, cetoacidose diabética, parada cardiorrespiratória e crise convulsiva.
Segundo a polícia, as
investigações demonstraram conexão entre a morte ocorrida na Baixada Fluminense
e outros 3 envenenamentos em Guarulhos (SP), todos atribuídos
a Michele e Ana Paula.
Ao jornal ‘O Globo’, o delegado
Renato Martins, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF),
explicou que já investigava a morte suspeita do aposentado, após a denúncia
feita por uma testemunha, quando a polícia paulista procurou a especializada
para informar que Ana Paula havia sido presa.
Ana foi denunciada pelo
Ministério Público de São Paulo pelas mortes relacionadas ao envenenamento.
Segundo as investigações, Michele
e Ana Paula estavam na companhia do aposentado, no interior da residência dele,
em Duque de Caxias, quando o idoso passou mal, após comer uma feijoada.
Uma quebra de sigilo telefônico,
autorizada pela Justiça, revelou que no celular usado por Ana havia conversas das
duas mulheres. Segundo a polícia, uma das mensagens falava sobre a hipótese do
pai de Michele ser envenenado com uma feijoada. Conforme as
investigações, pai e filha não mantinham um bom relacionamento.
A estudante foi detida após ter
tido a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo. Informalmente,
ela negou o crime, e chorou ao chegar na delegacia.
O g1 não
conseguiu localizar as defesas das duas mulheres.
Por Jefferson Monteiro, Klara Faria, g1 Rio e TV Globo

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