Parlamentar foi alvo de duas
operações nesta quarta — uma cumpre mandados expedidos pela Justiça Federal;
outra, pelo Tribunal de Justiça do RJ. Entre 2017 e 2018, ele foi preso por
suspeita de subornar policiais e traficar drogas e armas.
Alvo de duas operações, o
deputado estadual Thiego
Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, do MDB, foi preso na manhã
desta quarta-feira (3) por tráfico, corrupção e lavagem de dinheiro.
Aos 36 anos, o parlamentar também
é investigado por supostamente negociar armas com o Comando Vermelho (CV).
Antes de entrar na política, TH
ficou famoso ao ver suas peças
de ouro e diamantes usadas por jogadores como Neymar, Vini Jr. e
Adriano Imperador ou pela cantora Ludmilla.
A história do joalheiro começou
no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio, onde nasceu. Lá, TH herdou o ofício de
seu pai, Juberto.
Após as aulas, o menino ia para a
loja da família em Madureira acompanhar o trabalho do pai como
ourives e como administrador do local. Aos 19 anos, o caçula de cinco
irmãos herdou o negócio e começou a vender joias.
Ao mesmo tempo em que deslanchava
nos negócios, TH apoiava projetos no interior das favelas e patrocinava festas
como a do Dia das Crianças em Honório Gurgel. Além disso, usava recursos
próprios para financiar atletas e músicos em favelas.
O interesse pela política
aconteceu ao conhecer o ex-policial Marcos Falcon, presidente da Portela, que
disputava uma vaga como vereador na Câmara do Rio. Falcon foi assassinado dias
antes da eleição de 2016.
Entre 2017 e 2018, foi preso após
operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Passou 10 meses na cadeia por
suspeita, de acordo com o inquérito, de pagar propina a policiais e vender
drogas e armas. Também anteciparia a traficantes de comunidades como Muquiço,
Vila Aliança, Serrinha e Complexo da Maré as operações policiais.
Nas investigações da Polícia
Civil, TH é apontado como responsável por lavar dinheiro para as facções
Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigo dos Amigos (ADA).
Essa proximidade com a política
levou TH ao MDB. Na eleição de 2022, ele ganhou 15.105 votos. Ficou
como suplente e conquistou a vaga na Alerj, em 2024 com o falecimento de Otoni
de Paula pai.
Como Rafael Picciani preferiu
ficar na Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, abriu espaço para o deputado
Thiego Santos, que tomou posse após obter um habeas corpus em que garante que
responda o processo em liberdade.

Em 2024, à revista Veja, TH se
defendeu: "Não tem trânsito em julgado, sou réu primário, ficha
limpa".
Atualmente, o deputado presidente
a Comissão de Defesa Civil da Alerj, responsável por coordenar ações de
prevenção a desastres nas cidades do RJ.
As operações
TH não tinha sido encontrado em
casa, um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, mas acabou localizado em outro
conjunto de residências de alto padrão no mesmo bairro.
Ele é investigado por tráfico de
drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de suspeitas de envolvimento na
negociação de armas com o Comando Vermelho (CV).
Por Adriana Cruz, Gabriela Moreira, Marco Antônio Martins,
g1 Rio e TV Globo




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