Justiça Federal determinou
retorno para que ele participe presencialmente de audiências marcadas para a
segunda semana de outubro
Rio – Detido no Presídio Federal
de Catanduvas, no Paraná, desde 2023, Glaidson Acácio dos Santos, o "Faraó
dos Bitcoins", retornou para o sistema prisional do Rio de Janeiro nesta
sexta-feira (26). A informação é da Secretaria de Estado de Administração
Penitenciária (Seap).
De acordo com a pasta, Glaidson,
que está na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), na Zona Oeste,
retornou por causa de uma determinação da Justiça Federal, para participar
presencialmente de audiências marcadas para os dias 7, 8 e 9 de outubro. A
determinação foi resultado de um pedido da Justiça do Rio. O processo tramita
sob segredo de justiça.
A reportagem de O DIA pediu
mais detalhes sobre as audiências presenciais nas quais Glaidson estará
presente, mas ainda não recebeu retorno. O espaço segue disponível.
'Faraó' detido
De acordo com as investigações,
Glaidson comandava um grupo ligado a diferentes delitos, desde um esquema de pirâmides financeiras com criptomoedas até
assassinatos. Os negócios ilícitos se davam em torno da GAS Consultoria e
Tecnologia LTDA., empresa que teve falência decretada em maio deste ano.
Quando o "Faraó" foi detido em 2021, em uma mansão no Rio, a Polícia Federal encontrou mais de R$ 13,8 milhões em dinheiro e barras de ouro. Sua transferência ocorreu após uma investigação apontar que ele comandava um grupo de pistoleiros que monitorava e eliminava concorrentes do mercado de criptomoedas na Região dos Lagos. O serviço contava com inteligência, armas, informantes, empresas de fachada e matadores profissionais.
Um dos alvos era Nilson Alves da
Silva, que sugeriu que clientes da GAS retirassem os valores e transferissem
para a sua empresa, porque o acusado seria preso. Ele sobreviveu a um ataque.
Pessoas próximas a Glaidson
também entraram na mira dos investigadores. No último dia 11, Thiago Julio
Galdino, apontado como responsável por uma série de homicídios consumados e tentados
a mando do "Faraó", foi preso por policiais da Delegacia de Roubos
e Furtos de Automóveis (DRFA).
A venezuelana Mirelis Diaz Zerpa,
de 41 anos, mulher dele, também está presa. Acusada de participar de uma rede
de lavagem de dinheiro, ela foi detida pela Polícia Federal em 21 de junho,
após ser deportada dos Estados Unidos.
O Dia

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