Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21) na Câmara dos Deputados, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que a oposição irá trabalhar para colocar em pauta o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorre após a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na última sexta-feira (18).
“Decidimos que a pauta do Senado
será o impeachment do senhor ministro do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes.
Será a pauta que a oposição vai trabalhar nos próximos dias”, declarou a
senadora.
A coletiva foi convocada pelo
Partido Liberal (PL), que antecipou o fim do recesso parlamentar para reagir
politicamente à decisão do STF que impôs novas restrições a Bolsonaro. A
legenda classificou as medidas como “descabidas e desproporcionais” e se articulou
para promover mobilizações, além de alinhar estratégias de comunicação e
prioridades legislativas para o segundo semestre.
Damares também acusou Moraes de
violar direitos humanos em suas decisões. “Foi por culpa dele que nós estamos
sendo tarifados. Todas as decisões dele já estão comprovadas que violaram
direitos humanos. (…) Duas idosas estão voltando para a prisão, uma de 71 anos
de idade e outra de 74 anos de idade. É ou não é violação de direitos
humanos?”, questionou.
A senadora citou ainda outro
caso: “Nós tivemos uma mãe, uma esposa, que teve o seu salário congelado. O
marido foi condenado e ele congela o salário da esposa para que os filhos não
tenham alimentos. Crianças com menos de 10 anos. É ou não é violação de
direitos humanos?”, disse.
Segundo Damares, o objetivo da
oposição é votar o impeachment de Moraes o quanto antes: “O Senado decide que a
pauta única da oposição será a votação imediata do impeachment do ministro
Alexandre de Moraes, para que assim possamos salvar a economia do Brasil e para
que a nação possa ter aí um sossego nos próximos anos porque a culpa de tudo,
com certeza, é Alexandre de Moraes e presidente Lula.”
Inicialmente, o ex-presidente
Jair Bolsonaro participaria da coletiva, mas foi impedido de conceder
entrevistas ou se manifestar por meio das redes sociais — inclusive em contas
de terceiros — por determinação de Moraes. Mais cedo, o ministro do STF
reforçou que a proibição abrange “obviamente, as transmissões, retransmissões
ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das
plataformas das redes sociais de terceiros, não podendo o investigado se valer
desses meios para burlar a medida”.
Apesar da proibição, Bolsonaro esteve
no Congresso pela manhã, onde foi recebido por deputados aliados e, na
chapelaria, rezou um Pai-Nosso com parlamentares antes de seguir para o
gabinete do PL.
A sigla também convocou reuniões
extraordinárias nas Comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores da
Câmara para esta terça-feira (22), como parte da estratégia de reação ao
Judiciário.

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