Veja como foi o ataque dos EUA a três instalações nucleares do Irã | Rio das Ostras Jornal

Veja como foi o ataque dos EUA a três instalações nucleares do Irã

General Caine explica como foi a operação Martelo da Meia-noite
Pentágono/Reprodução de vídeo - 22.06.2025

Ação sigilosa envolveu bombardeiros furtivos, mísseis lançados por submarino e uso da poderosa bomba GBU-57

Em uma ofensiva coordenada e mantida em sigilo até sua execução, os Estados Unidos atacaram, na madrugada de sábado (21), três instalações nucleares do Irã. Poucas pessoas souberam da operação, segundo informações divulgadas em coletiva neste domingo (22).

A operação, batizada de Midnight Hammer (Martelo da Meia-noite), mobilizou bombardeiros B-2 partindo diretamente do território norte-americano e contou com o lançamento de mísseis Tomahawk por um submarino posicionado no Golfo Pérsico.

Durante coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os bombardeios contra três instalações nucleares iranianas “devastaram o programa nuclear do Irã”.

 “As ambições do Irã foram destruídas. Muitos sonharam em realizar esse ataque final. Só Trump conseguiu”, declarou. Hegseth ainda destacou que “durante seu governo, Trump afirmou que o Irã precisa, não pode, ter uma arma nuclear. Ponto final.”

O general John D. Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, detalhou os meios utilizados: 75 munições guiadas, incluindo 14 bombas GBU-57 — artefatos projetados para perfurar dezenas de metros abaixo do solo, capazes de atingir bunkers fortificados.

O pacote de ataque principal, segundo o miitar era composto por 7 bombardeiros B-2 Spirit” voando 18 horas do continente americano até o Irã com múltiplos reabastecimentos aéreos.

Além disso, aviões de combate destruíram sistemas de defesa aérea iranianos para facilitar o avanço dos bombardeios.

“Os caças iranianos não voaram, e parece que os sistemas de mísseis terra-ar iranianos não nos avistaram durante toda a missão. Mantivemos o elemento surpresa”, acrescentou Caine.

Aviões no Pacífico para distrair

De acordo com Caine, parte da movimentação de aeronaves pelos céus do Pacífico serviu de distração. Enquanto isso, a verdadeira ação se desenrolava no Oriente Médio.

Os danos exatos ainda estão sendo avaliados, mas os primeiros relatórios indicam que os três complexos nucleares atingidos sofreram destruição significativa.

O general evitou utilizar o termo “aniquilados”, preferindo apontar para uma degradação severa da capacidade nuclear iraniana.

Já Hegseth ressaltou que os alvos eram apenas instalações nucleares, e que os Estados Unidos não buscam guerra, mas agirão com firmeza diante de ameaças. “Quando esse presidente fala, o mundo deve ouvir. E as Forças Armadas o apoiam.”

R7

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