Procon-RJ Interdita Trem do Corcovado e Vans Após Morte de Turista no Cristo Redentor | Rio das Ostras Jornal

Procon-RJ Interdita Trem do Corcovado e Vans Após Morte de Turista no Cristo Redentor

Cristo Redentor. Foto: Angel Morote

O Procon-RJ interditou a venda de bilhetes do trem que leva ao Cristo Redentor e paralisou o sistema de vans que leva ao monumento, na manhã desta segunda-feira (17). A medida foi tomada um dia após a morte de um turista de 54 anos, Jorge Alex Duarte, que passou mal nas escadarias de acesso ao Cristo.

A vítima, natural do Rio Grande do Sul, teve um mal súbito às 7h39, mas o posto médico do local só abre às 9h. O Samu foi acionado e chegou às 8h13, mas o turista não resistiu.

O secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, criticou a falta de atendimento médico no local no momento em que o turista passou mal. Segundo ele, a bilheteria abre às 7h, mas o posto médico só funciona a partir das 9h. Além disso, o posto fecha às 17h, o que deixa os visitantes desassistidos em caso de emergência.

“O posto médico só funciona a partir de 9h. E, às 17h, ele fecha. Se os consumidores subirem, estiverem lá e precisarem de posto médico não tem”, disse Fonseca.

O Trem do Corcovado, responsável pelo transporte de turistas até o Cristo Redentor, afirmou que funciona há 140 anos sem problemas e que dispõe de uma enfermaria equipada no alto do Corcovado. Sobre a morte do turista, a empresa alegou que não houve possibilidade de salvamento, apesar da rápida chegada dos socorristas.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o Parque Nacional da Tijuca, transferiu a responsabilidade do atendimento médico para o Trem do Corcovado, conforme previsto no contrato de concessão.

Já o Santuário do Cristo Redentor, que administra o monumento, informou que o posto médico estava fechado no momento do ocorrido e que já havia notificado o ICMBio sobre problemas no local.

O Procon-RJ convocou uma reunião com os órgãos responsáveis para elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e garantir a segurança dos turistas. Entre as medidas exigidas, estão a ampliação do horário de funcionamento do posto médico e melhorias na acessibilidade do local.

 “O que não pode é ficar um jogando para a conta do outro. A responsabilidade é de todos e da concessionária”, afirmou Gutemberg Fonseca.

Os turistas que já haviam comprado ingressos para o trem ou para as vans foram orientados a remarcar as viagens ou pedir o dinheiro de volta.

Gazeta Brasil

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