Prefeitura de Cabo Frio pede demolição das ruínas do antigo Hotel Acapulco, na Praia das Dunas, para regularizar a situação ambiental — Foto: Prefeitura de Cabo Frio/reprodução
A medida foi recomendada ao
município pelo Ministério Público Federal (MPF) em documento emitido em julho
deste ano e acatada em setembro pela prefeitura.
A Prefeitura de Cabo Frio,
na Região dos Lagos do Rio, voltou a solicitar à Justiça Estadual a remoção das
ruínas do antigo Hotel Acapulco da Praia das Dunas para regularizar a situação
ambiental e paisagística do local.
A medida foi recomendada ao
município pelo Ministério Público Federal (MPF) em documento emitido em julho
deste ano e acatada em setembro pela prefeitura, que enviou uma manifestação
comprovando a retomada da ação judicial.
Segundo o MPF, as apurações
tiveram início em 2014, mas o caso foi arquivado depois da prefeitura ter
comprovado o ajuizamento de ação na Justiça estadual contra os proprietários do
antigo hotel. Depois, o processo foi desarquivado, porque a nova gestão
política quis interromper o processo judicial e dar serventia às estruturas
remanescentes na praia.
Em agosto, foi realizada uma
reunião do MPF com partes interessadas, em que o governo do município manteve o
posicionamento contra a demolição, com a decisão de reaproveitar as ruínas do
antigo hotel. Em setembro, no entanto, o município decidiu acatar a recomendação
do MPF e dar seguimento ao processo contra os proprietários buscando a
demolição do imóvel, segundo o MPF.
De acordo com laudo emitido pelo
corpo técnico do MPF em março deste ano, produzido a partir de perícia no
local, o Hotel Acapulco encontra-se em área de preservação permanente, pois
suas estruturas ocupam áreas de restingas, caracterizadas como fixadoras de
dunas.
A área é tombada no âmbito
federal e, portanto, qualquer intervenção no local deve ser previamente
aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O MPF informou que, consultado
pela prefeitura, o Iphan manifestou a posição de que “a edificação e suas
ruínas deverão ser demolidas com vistas a reparação de interferência negativa à
ambiência da paisagem salvaguardada”.
Por Juan Lessa, g1 — Cabo
Frio

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