O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, reconheceu o ditador socialista Nicolás Maduro como “vitorioso” nas eleições do último domingo na Venezuela. A fala foi feita pelo petista em nota publicada nas redes sociais.
Dirceu ainda classificou o
sistema de votação venezuelano como “seguro” e “inviolável”.
O ex-ministro de Lula também
comparou as alegações de fraude feitas pela oposição do país a posturas dos
ex-presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, nos EUA, quando foram derrotados.
Dirceu afirmou ainda que a
segurança do pleito de domingo teria sido garantida pelo voto impresso e pela
presença de fiscais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), comandado por Maduro,
nas sessões de votação.
Apesar disso, de acordo com o
petista, um “discurso de desconfiança” teria sido iniciado pela oposição.
Além de citar Bolsonaro e Trump,
o petista citou o deputado Aécio Neves, adversário de Dilma Rousseff nas
eleições de 2024.
O petista ainda levantou
suspeitas que a oposição venezuelana tem setores golpistas e “articulados
com interesses norte-americanos, que apoiaram as sanções e o sequestro das
reservas da Venezuela”.
CONFIRA A NOTA COMPLETA DE
DIRCEU:
“O presidente Nicolás Maduro
foi proclamado o vitorioso nas eleições venezuelanas e cumprirá seu novo
mandato. O discurso de desconfiança foi imediato, mas já vimos esse filme
antes. Somos experientes em relação à alegação de fraude eleitoral perante a derrota.
Com Jair Bolsonaro foi assim, e antes dele Aécio Neves. Em comum a ideia de
colocar o órgão eleitoral em suspeição e a própria urna eletrônica. Até Donald
Trump apelou para a fraude.
É preciso lembrar que, na
Venezuela, o voto é impresso e depositado numa urna. Logo o sistema é seguro e
inviolável. Há fiscais em todas as sessões e no órgão eleitoral nacional – o
CNE – a oposição tem 3 membros. Não podemos fazer como setores da mídia
brasileira, que parte do princípio de que Maduro não pode vencer, e se venceu é
porque houve fraude. Precisamos aguardar a conferência das atas e não dar razão
à oposição, muito menos às manifestações violentas.
É importante destacar ainda
que na oposição há setores golpistas articulados a interesses norte-americanos,
que apoiaram as sanções e o sequestro das reservas da Venezuela, isto é,
violaram a soberania do país e da lei internacional. Em 2013, Henrique Capriles
perdeu a eleição e creditou a derrota à fraude. Mas nunca apresentou provas. Não
dá para apontar fraude sem provar e sem a conferência das atas. Eis por que se
posicionaram corretamente México, Colômbia e Brasil, a despeito de toda a
gritaria da oposição venezuelana e do entusiasmo da mídia brasileira com a tese
da fraude”.
Gazeta Brasil

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