Na noite desta terça-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto detalhando os cortes no Orçamento de 2024, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União. O ajuste totaliza R$ 15 bilhões, sendo dividido em um bloqueio de R$ 11,2 bilhões e um contingenciamento de R$ 3,8 bilhões.
Cortes Afetam Diversos
Ministérios
Dos 31 ministérios existentes, 30
foram impactados pelos cortes, com destaque para o Ministério da Saúde, que
sofreu uma redução de R$ 4,4 bilhões, o maior em termos absolutos. O Ministério
das Cidades enfrentou uma perda de R$ 2,1 bilhões, enquanto os Ministérios dos
Transportes e da Educação tiveram reduções de R$ 1,5 bilhão e R$ 1,2 bilhão,
respectivamente. O único ministério que não foi afetado pelos cortes foi o
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Impacto no PAC e Emendas
Parlamentares
O Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), um dos principais projetos do governo, teve R$ 4,5 bilhões
congelados. Os investimentos do PAC são alocados entre várias pastas, o que
pode incluir os cortes nos Ministérios das Cidades e dos Transportes. Além
disso, as emendas parlamentares, que totalizam R$ 1,1 bilhão, também foram
reduzidas.
O ajuste orçamentário incluiu o
bloqueio de R$ 9 bilhões em despesas discricionárias, ou seja, gastos não
obrigatórios. Salários de servidores e outras despesas obrigatórias não foram
afetados.
Regras Fiscais e Ajustes
Necessários
O governo implementou esses
cortes para atender às regras fiscais e zerar o déficit das contas públicas,
conforme o arcabouço fiscal. O bloqueio de despesas discricionárias é uma
medida quando as despesas obrigatórias ultrapassam o teto previsto, enquanto o
contingenciamento ocorre devido ao descasamento entre receitas e despesas,
comprometendo a meta fiscal.
O ministro da Casa Civil, Rui
Costa, havia antecipado que todos os ministérios seriam atingidos pelos cortes
e destacou que o governo está avaliando maneiras de compensar as despesas e
renúncias.
Detalhamento dos Cortes por
Ministério
Além do PAC, outros ministérios
também sofreram cortes significativos:
- Ministério da Agricultura e Pecuária: R$
453.323.480
- Ministério da Fazenda: R$ 443.715.223
- Ministério da Justiça e Segurança Pública: R$
278.992.466
- Ministério da Previdência Social: R$ 305.951.125
- Ministério das Relações Exteriores: R$ 177.717.507
- Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura
Familiar: R$ 216.565.224
- Ministério do Esporte: R$ 135.283.672
- Ministério da Defesa: R$ 675.677.698
- Ministério da Integração e do Desenvolvimento
Regional: R$ 719.304.287
- Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social,
Família e Combate à Fome: R$ 924.093.045
- Ministério de Portos e Aeroportos: R$ 168.060.388
O valor total dos cortes equivale
a quase um terço do montante de R$ 15 bilhões que passará por bloqueio ou
contingenciamento, conforme determinação da equipe econômica do governo.
Gazeta Brasil

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