A cerimônia acontece aberta ao
público até as 16h30
Rio - O velório da carnavalesca
Rosa Magalhães reuniu familiares, amigos, fãs e personalidades do Samba no
Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A cerimônia acontece aberta
ao público até as 16h30.
Maior campeã da Marquês de Sapucaí, a "Professora" como era
carinhosamente chamada no mundo do samba, morreu em casa após sofrer um infarto na noite desta
quinta-feira (25).
Dona de sete títulos no Carnaval carioca, a carnavalesca que também é
figurinista, cenógrafa e artista plástica tem inúmeros trabalhos reconhecidos.
Em 2016, por exemplo, foi diretora artística da Cerimônia de Encerramento da
Olimpíada do Rio de Janeiro.
Durante sua trajetória, Rosa atuou nas escolas de samba Beija-Flor, Império
Serrano, Tradição, Estácio de Sá, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, União da
Ilha, Vila Isabel, Mangueira, São Clemente, Portela e Paraíso do Tuiuti. Ela
teve passagem, também, pelos desfiles de São Paulo.
Além das vitóras na Sapucaí e de
muitos troféus no Carnaval, seus principais prêmios foram o Emmy de Melhor
Figurino, pela abertura Jogos Pan-Americanos de 2007; dois prêmios MinC;
prêmios Carlos Gomes; Ordem do Mérito Cultural; e Medalha de Prata, oferecida
pelo governo da Áustria.
Formada pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFRJ, também foi professora da
instituição. Assinou figurinos e cenários para dezenas de espetáculos teatrais.
Em 2019, teve sua história transformada em biografia. "Rosa Magalhães
— A moça prosa da avenida", de Luiz Ricardo Leitão, foi lançada pela Uerj,
mesma instituição que, em 2002, concedeu-lhe o título de doutora "honoris
causa". Em 2023, foi tema do documentário "Rosa – A narradora de
outros Brasis", de Valmir Moratelli e Libário Nogueira.
Autoridades lamentam a morte
Para o prefeito Eduardo Paes, a
artista é uma das mentes mais brilhantes do Carnaval, uma verdadeira Imperatriz
do samba.
"Perdemos uma das mentes
mais brilhantes da nossa maior manifestação cultural. A história de Rosa
Magalhães se confunde com a do próprio carnaval. De um jeito único, ela
encantou a todos nós com sua capacidade de materializar sonhos na avenida, de
contar histórias de um jeito único e emocionar quem assistia. Uma verdadeira
Imperatriz do samba, que deu a Leopoldinense inúmeras alegrias e títulos.
Também deixou sua marca na Vila e na Império Serrano", disse o prefeito.
Paes relembrou ainda feitos
marcantes da artista. "Como pensar carnaval sem Rosa? Como esquecer bum
bum paticumbum prugurundum? Como não cantarolar “que ti-ti-ti é esse” e não
completar com “que vem da Sapucaí”? Tudo com a marca sem igual dessa mulher que
dedicou sua vida ao Carnaval e tanto contribuiu para o Rio, incluindo a
cerimônia de encerramento das Olimpíadas em 2016. Inesquecível, única e
incomparável. Faça festa no céu, Rosa, porque aqui você será sempre
lembrada!", acrescentou.
O governador Cláudio Castro
também homenageou a carnavalesca reforçando que o Rio sempre será grato por
todas as histórias contadas por ela.
"Carnavalesca com o maior
número de títulos já conquistados na história do Sambódromo, sete no total, a
professora Rosa Magalhães - com mais de 50 anos dedicados à arte e à cultura
popular - deixa como legado os inesquecíveis desfiles, que sempre valorizaram a
brasilidade e engrandeceram a Sapucaí, emocionando o público e encantando até a
crítica. É e sempre será referência para todos os amantes do samba, com seus
enredos marcados por suntuosidade, cores e muita alegria. Manifesto meus
sentimentos aos familiares, amigos e a todos os companheiros de Carnaval",
disse.
O Dia

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!