Ex-presidente Bolsonaro reúne apoiadores em ato com Ramagem na Tijuca | Rio das Ostras Jornal

Ex-presidente Bolsonaro reúne apoiadores em ato com Ramagem na Tijuca

Apoiadores e autoridades ligadas ao ex-presidente 
estiveram no localRoberta Sampaio / Agência O Dia

Essa foi a primeira aparição dos dois após o escândalo da Abin e da divulgação de um áudio investigado pela PF

Rio - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve, na manhã desta quarta-feira (18), em um ato da campanha do pré-candidato a prefeitura do Rio, Alexandre Ramagem (PL). Essa foi a primeira aparição dos dois, lado a lado, depois da divulgação do áudio da reunião gravada pelo parlamentar onde discutem um plano para anular o inquérito das rachadinhas, contra o senador Flávio Bolsonaro.

O encontro, que ocorreu na Praça Saens Pena, na Tijuca, Zona Norte do Rio, reuniu apoiadores e autoridades ligadas ao ex-presidente. O governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado estadual Thiago Gagliasso (PL), o deputado federal Hélio Lopes (PL) também estiveram na agenda.

Bolsonaro reúne multidão em ato na Tijuca.#Bolsonaro #Tijuca #ODia

Crédito: Jornal O Dia pic.twitter.com/BdBRSdsywL

— Jornal O Dia (@jornalodia) July 18, 2024 ">

Durante o encontro, Bolsonaro reafirmou seu apoio ao ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e confirmou a participação em outros eventos da pré-campanha na capital fluminense. O ex-presidente visitará ao menos seis cidades no estado até o fim da semana.

Apesar das recentes polêmicas envolvendo Ramagem, Bolsonaro evitou tocar no assunto ou esclarecer se houve autorização para a gravação. Durante o discurso, o ex-presidente se absteve de entrar em detalhes e ao se dirigir a Ramagem, afirmou que não estava fazendo "campanha política".

"Todos aqueles que estão ao meu lado sofrem perseguição, pagam um preço alto por ombrear-se a mim e vocês sabem como somos perseguidos. O Ramagem, um delegado da PF que eu conheci na transição de 2018, já está pagando um preço alto pela sua ousadia de querer pensar, sonhar em administrar uma cidade com respeito, honradez e orgulho. Isso aqui hoje não é campanha política, não é comício, é uma rápida passagem do que nós estamos apresentando como possibilidade para o Rio", disse.

Alguns parlamentares bolsonaristas discursaram em cima trio elétrico, inclusive Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente. Ao pré-candidato, o senador rasgou elogios e criticou a investigação da PF que mira Ramagem e sua atuação como presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um inquérito da Polícia Federal apura o monitoramento ilegal de autoridades públicas que teria sido autorizado por ele.

"A gente tem que ocupar todos os espaços. Por isso, o resgate do Brasil em 2026 começa agora em 2024. E começando pela nossa cidade. Não adianta jogarem pedra, dar tiro, facada. Tem uma coisa que nos protege, que é Deus, e é isso que sustenta a pré-candidatura do delegado Ramagem à prefeitura do Rio. Não vão nos calar com perseguição, podem virar a vida do avesso, não vão encontrar nada. Esse grupo especial do Lula que existe na Polícia Federal algum dia ainda vai sentar no banco dos réus. Eles falavam do Sérgio Moro, mas o que Alexandre de Moraes fez é muito pior", declarou. 

Durante o discurso, o pré-candidato à prefeitura elogiou Jair Bolsonaro, destacando suas políticas e sua liderança. Em contraste, ele criticou o prefeito do Rio Eduardo Paes, apontando falhas em sua administração e questionando suas decisões à frente da cidade.

"Aqui no Rio tem um grupo que está há 30 anos, e o que eles fizeram pela segurança e ordem do Rio? Nada! Sem ruas limpas e sem ruas iluminadas. Além disso, vamos revitalizar a guarda municipal como a polícia armada, nós precisamos de ordem para que o comércio volte e a indústria volte para o Rio. Temos que pensar no transporte público, na educação, vagas de creche, mercado de trabalho e saúde de qualidade. Escolham bem seus prefeitos, temos que mostrar a força nas eleições para que em 2026 tenham mais deputados, senadores, governadores e, se Deus quiser, vamos fazer novamente Jair Messias Bolsonaro presidente do nosso Brasil", disse. Bolsonaro está inelegível até 2030 por abuso de poder.

O governador Cláudio Castro também discursou durante o ato da pré-campanha. Em sua declaração, Castro Castro disse que será "liderado" por Bolsonaro até o fim de seu mandato. Ao ex-presidente, o governador afirmou, ainda, que se dependesse do Rio, em 2022, ele teria sido eleito no 1° turno.

"Pelo Rio, você continuaria sendo presidente até hoje e se depender do Rio, você vai voltar em 2026. Infelizmente em 2018, você elegeu o governador [Wilson Witzel] e com menos de um ano ele tentou tomar sua cadeira, mas quero dizer que até o último dia do meu mandado, eu serei liderado por você. Nesse momento, de pré-campanha, não é hora de pedir voto, mas é hora da gente estudar aqueles que querem ser candidatos. E eu queria que vocês estudassem a vida do Ramagem, um cara sério, delegado federal, homem de família e íntegro. O Rio de Janeiro tem jeito e passa pelo presidente Bolsonaro e por todos aqueles que ele indicar", ressaltou Castro.

Ao fim do discurso, Bolsonaro foi embora sentado em cima de um carro com Ramagem. Os apoiadores seguiram o veículo pela Rua Desembargador Izidro, na Tijuca. Em seguida, o ex-presidente desceu do teto, entrou no carro e deixou o local.

O Dia

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