A Casa Branca advertiu nesta quinta-feira que qualquer “repressão política” e ato de “violência” nas eleições da Venezuela será “inaceitável” e expressou o desejo de que os resultados dos pleitos “refletem a vontade e as aspirações do povo venezuelano para um futuro mais democrático, estável e próspero”.
“Algumas palavras sobre a
Venezuela: apoiamos as eleições pacíficas que esperamos que aconteçam no
domingo, eleições que esperamos que reflitam a vontade e as aspirações do povo
venezuelano para um futuro mais democrático, estável e próspero”, declarou John
Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, em uma
coletiva de imprensa.
“Qualquer repressão política e violência é
inaceitável. E, é claro, independentemente de quem vença, incentivamos ambos os
candidatos a aceitarem os resultados de forma pacífica e a trabalharem juntos
pelo bem de todos os venezuelanos”, acrescentou.
Um jornalista questionou Kirby se
ele acredita que Nicolás Maduro, candidato à reeleição, poderia tomar ações
para supostamente manipular o resultado eleitoral. O porta-voz respondeu que é
“difícil saber exatamente como isso se desenvolverá”.
“A razão pela qual mencionei isso é para
deixar claro ao senhor Maduro que estamos atentos. Estamos observando isso de
perto. As eleições devem ser livres e justas, sem repressão, sem intimidação
aos eleitores, e novamente, independentemente de quem ganhe, nossa expectativa
é que o vencedor continue zelando pelas instituições democráticas”, afirmou.
Questionado se os Estados Unidos
estão preocupados com a possibilidade de violência, Kirby respondeu: “Se não
estivermos preocupados com essa possibilidade, não teríamos mencionado”.
A Venezuela realiza neste domingo
eleições presidenciais consideradas decisivas, com uma oposição mais unida do
que nunca e a atenta observação da comunidade internacional.
O chavismo, com Maduro à frente,
está em jogo, enquanto nove candidatos opositores, incluindo Edmundo González
Urrutia, da principal coalizão antichavista – a Plataforma Unitaria Democrática
(PUD) – fazem promessas de mudanças e transformações profundas.
“Relações cordiais”
González Urrutia afirmou nesta
quinta-feira que pretende manter “relações cordiais” com a China, Rússia e
Estados Unidos se vencer as presidenciais no próximo 28 de julho.
“Aspiramos a manter as mais cordiais relações
com base no respeito e na soberania, o que sempre fomos, países que mantêm
vínculos e antecedentes históricos muito importantes. Com os três, aspiramos a
manter uma relação muito boa e positiva no sentido mais amplo”, manifestou
González Urrutia à imprensa.
China e Rússia são aliados de
Maduro, enquanto com os Estados Unidos, o regime chavista enfrenta fricções
constantes devido às sanções econômicas que Washington impôs ao país caribenho.
Além disso, o candidato da PUD
também garantiu que manterá “relações cordiais com todos os países do
hemisfério”, referindo-se à América do Sul.
Gazeta Brasil

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