A Caixa Econômica Federal finaliza nesta quarta-feira (31) o pagamento da parcela de julho do novo Bolsa Família. Os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) finalizado em 0 receberão o pagamento.
O valor mínimo do benefício é de
R$ 600, mas com o novo adicional, o valor médio do Bolsa Família sobe para R$
682,56.
Segundo o Ministério do
Desenvolvimento e Assistência Social, o programa de transferência de renda do
Governo Federal atenderá, neste mês, 20,83 milhões de famílias, com um
investimento total de R$ 14,2 bilhões.
Além do benefício mínimo, há três
adicionais pagos. O Benefício Variável Familiar Nutriz oferece seis parcelas de
R$ 50 para mães de bebês com até seis meses de idade, garantindo a alimentação
da criança. O Bolsa Família também inclui um adicional de R$ 50 para famílias
com gestantes e filhos de 7 a 18 anos, e outro de R$ 150 para famílias com
crianças de até 6 anos.
Tradicionalmente, o pagamento do
Bolsa Família ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários
podem consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e
a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, que é utilizado para
acompanhar as contas poupança digitais do banco.
A partir deste ano, os
beneficiários do Bolsa Família não terão mais o desconto do Seguro Defeso,
conforme estabelecido pela Lei 14.601/2023, que reativou o Programa Bolsa
Família (PBF). O Seguro Defeso é destinado a pessoas que vivem exclusivamente
da pesca artesanal e que ficam impedidas de exercer a atividade durante o
período de piracema.
Desde julho do ano passado, a
integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações
Sociais (CNIS) está em vigor. Essa integração levou ao cancelamento de cerca de
600 mil famílias do programa em julho, devido à renda superior às regras
estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS contém mais de 80 bilhões de registros
administrativos relacionados a renda, vínculos de emprego formal e benefícios
previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.
Em contrapartida, outras 500 mil
famílias foram incluídas no programa em julho, marcando um recorde de inclusão
para um único mês. Essa inclusão foi possível graças à política de busca ativa,
baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que
visa atender as pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de
renda, mas ainda não o recebem.
Cerca de 2,83 milhões de famílias
estão sob a regra de proteção em julho. Essa regra, em vigor desde junho do ano
passado, permite que famílias cujos membros conseguem emprego e melhoram sua
renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde
que a renda per capita não ultrapasse meio salário mínimo. Para essas famílias,
o benefício médio é de R$ 371,99.
Neste mês, não haverá pagamento
do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico, pois o
benefício é pago bimestralmente, com o próximo pagamento previsto para agosto.
O Auxílio Gás é destinado a
famílias registradas no CadÚnico e que têm pelo menos um membro recebendo o
Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que instituiu o programa dá
preferência às mulheres responsáveis pela família e a mulheres vítimas de
violência doméstica.
Gazeta Brasil

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