Lei buscava garantir o direito a
obter e usar preservativos, DIUs e outros métodos
Os republicanos no Senado dos Estados
Unidos bloquearam nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que
reconhecia o direito legal à contracepção, apresentado como parte do esforço
democrata para destacar as ameaças às liberdades reprodutivas como um
tema-chave da campanha para as eleições presidenciais de novembro. A lei
buscava garantir o direito a obter e usar preservativos, DIUs e outros métodos
contraceptivos, além de permitir aos profissionais de saúde receitá-los sem a
interferência do governo. Segundo uma pesquisa recente da Kaiser Family
Foundation, um a cada cinco adultos americanos teme que o acesso aos
contraceptivos seja “um direito ameaçado, suscetível de ser anulado”, após as
restrições ao aborto em alguns estados conservadores. “Em um mundo ideal,
não deveria ser necessário um projeto de lei que dissesse que se pode ter
acesso a contraceptivos sem a interferência do governo”, disse o democrata
Chuck Schumer, líder da maioria no Senado. “Mas, devido ao retrocesso dos
direitos reprodutivos nos Estados Unidos hoje em dia, é absolutamente vital.”
O projeto de lei precisava do
apoio de 60 senadores em votação preliminar para que o debate tivesse início,
mas foi apoiado por apenas 51. O presidente americano, Joe Biden, chamou o
bloqueio republicano de inaceitável, mencionou “a agenda extremista” dos
funcionários do partido e prometeu lutar para ampliar o acesso a
contraceptivos. As liberdades reprodutivas se tornaram um instrumento
político eficaz para os democratas a partir de 2022, quando a Suprema Corte, de
inclinação conservadora, anulou uma decisão histórica de 1973 que outorgou o
direito ao aborto em todo o território americano. “Esta é a confusão que
Donald Trump e a Suprema Corte MAGA criaram”, criticou Schumer, referindo-se ao
movimento “Make America Great Again”, do ex-presidente republicano Donald
Trump. Schumer tem apresentado projetos de lei com poucas chances de serem
aprovados, mas que evidenciam as posições do Partido Democrata, com o objetivo
de impulsionar seus integrantes na corrida eleitoral.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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