O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu às críticas ao projeto de lei que visa transferir o domínio dos chamados terrenos de marinha da União para estados, municípios e, em alguns casos, particulares, mediante pagamento. A proposta tem sido apelidada de “privatização de praias”.
Como relator da proposta no
Senado, Flávio Bolsonaro culpou a esquerda pelas críticas recebidas. Em suas
redes sociais, ele negou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tenha a
intenção de privatizar as praias brasileiras, classificando essa acusação como
“uma grande mentira, narrativa que a esquerda está criando”.
A PEC das praias ganhou destaque
recentemente e envolveu celebridades como Neymar e Luana Piovani, que
discutiram o tema publicamente. Flávio Bolsonaro argumenta que a proposta visa acabar
com taxas “absurdas” e históricas, eliminando o pagamento de um “aluguel” ao
governo federal.
O senador afirma que o governo
federal é contrário à PEC por temer a perda de arrecadação. Ele defende que o
projeto busca “acabar com o pagamento de taxas absurdas” e critica o Estado,
afirmando que “não é solução para nada, mas um problema que só fica tirando
dinheiro do trabalhador brasileiro, seja ele pobre ou rico”.
Especialistas, no entanto,
alertam que o texto da proposta abre brechas na lei para a criação de praias
privadas, além de apresentar altos riscos ambientais.
A gestão do litoral brasileiro é
regida por uma lei de 1988, publicada pouco antes da promulgação da
Constituição. A legislação estabelece que “as praias são bens públicos de uso
comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar,
em qualquer direção e sentido, ressalvados os trechos considerados de interesse
de segurança nacional ou incluídos em áreas protegidas”.
Gazeta Brasil

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