Declaração foi dada poucas horas antes do início do ramadã em vários países muçulmanos
O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, disse, neste domingo, 10, que o Hamas continua “aberto a continuar as negociações” para um cessar-fogo em Gaza. A declaração foi dada poucas horas antes do início do ramadã em vários países muçulmanos. “Digo claramente que quem tem a responsabilidade de não chegar a um acordo é a ocupação [israelense], mas digo que estamos abertos a continuar as negociações, seja qual for a forma”, assegurou em uma mensagem transmitida pela televisão.
“Se recebermos
de nossos irmãos mediadores um compromisso claro do ocupante de se retirar
[da Faixa
de Gaza], pôr fim à sua agressão e permitir o retorno das pessoas
deslocadas, estamos dispostos a avançar e mostrar flexibilidade na troca [de
reféns e prisioneiros]”, acrescentou. O chefe do Hamas especificou que
esteve em contato com os mediadores – Egito, Catar, Estados Unidos – “algumas
horas” antes de seu discurso, embora, assim como na última semana, não tenha
havido resultados concretos para alcançar um cessar-fogo antes do início do
ramadã, o mês de jejum muçulmano que começa na segunda-feira.
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O Hamas, que
governa Gaza desde 2007, pede um cessar-fogo definitivo e que Israel retire
suas tropas do estreito território. Israel, por outro lado, exige que o
grupo islamista lhe entregue uma lista precisa dos reféns que ainda estão
vivos. O Hamas afirmou que desconhecia quem deles estava “vivo ou
morto”. No ataque do Hamas que desencadeou a guerra em 7 de outubro, os
combatentes islamistas capturaram cerca de 250 pessoas no sul de Israel. As
autoridades israelenses calculam que 130 ainda estão cativas em Gaza e que 31
delas teriam falecido.
Por Jovem
Pan

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