PGR divulga que deputado federal
possui o poder de comandar ações antidemocráticas e concorda com mandados de
busca e apreensão. Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 06/05/2021
Líder da oposição na Câmara foi
alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal nesta quinta-feira; ele nega
incitação aos atos do 8 de Janeiro e fala em ‘medida autoritária’
A Procuradoria-Geral da República (PGR)
divulgou nesta quinta-feira, 18, que o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ)
possuía o “poder de ordenar as movimentações antidemocráticas, seja pelas redes
sociais ou agitando a militância da região”. A avaliação foi apresentada
durante a 24ª fase da Operação Lesa Pátria,
que inclui 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito
Federal. O documento foi redigido pelo subprocurador-geral da República Carlos
Frederico Santos, que até o final do ano passado estava encarregado das
investigações sobre o 8 de Janeiro. “O que esta autoridade
policial julga mais grave, é que o vínculo entre o parlamentar e o apoiador
(Carlos Victor de Carvalho) não seja apenas para fins políticos partidários,
mas também com a intenção de ordenar a prática de crimes contra o Estado de
Direito”, diz trecho do documento.
Carlos Victor de Carvalho é
apontado como “organizador dos eventos nos arredores do Batalhão do Exército”,
na cidade de Campos dos Goytacazes, e possui “fortes ligações com autoridades
políticas”, também sendo administrador de 15 grupos de WhatsApp cujas
“temáticas são de extrema direita”. Em conversas obtidas, Carvalho se dirige a
Carlos Jordy como “meu líder”.
Na manifestação, a PGR concordou
que Jordy e outros investigados fossem alvo de mandados de busca e apreensão,
além de terem seus sigilos telefônicos e telemáticos quebrados. Como
o site da Jovem Pan mostrou, o parlamentar, que é líder da oposição na
Câmara, relacionou a operação com a proximidade das eleições municipais e disse
que acordou “com um fuzil no rosto”. “Não sabia o que era até ter acesso
às notícias que falam do 8 de Janeiro“, disse o deputado, que nega
qualquer prática de incentivo, incitação ou apoio aos atos antidemocráticos e à
invasão das sedes dos Três Poderes. “É a verdade constatação que estamos
vivendo uma verdadeira ditadura. Em momento nenhum incitei, em momento algum
falei que aquilo era correto, em momento algum estive nos acampamentos, nunca
apoiei nenhum tipo de ato, anterior ou depois”, afirma.
Jovem Pan
http://dlvr.it/T1bP47
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