Medida foi tomada após uma série de atos violentos no país vizinho e tem como objetivo reforçar a segurança na região
O governo do Peru declarou nesta quarta-feira, 10 estado de emergência na fronteira com o Equador, com o objetivo de reforçar a segurança na região. “Será declarada emergência em todos os departamentos (regiões) que fazem fronteira com o Equador”, disse o primeiro-ministro, Alberto Otárola, a jornalistas. A medida foi tomada após uma série de atos violentos no país vizinho, incluindo a invasão de um grupo armado em um canal de televisão e a fuga de líderes criminosos ligados ao narcotráfico. Otárola informou que a presidente Dina Boluarte determinou a viagem dos ministros da Defesa e do Interior para a fronteira com o Equador, além do envio de policiais para auxiliar no controle do trânsito nos postos fronteiriços. A fronteira entre os dois países possui uma extensão de 1.529 quilômetros, sendo a maior parte dessa distância composta por áreas inacessíveis da floresta amazônica.
O premiê ressaltou que desde
setembro já estava em vigor um estado de emergência para combater a
criminalidade nas regiões de Tumbes e Piura, próximas ao Equador. Ele também
anunciou que o estado de emergência será declarado em áreas das regiões de
Cajamarca, Amazonas e Loreto, que também fazem fronteira com o país vizinho. A
medida de estado de emergência permite que as forças armadas atuem em apoio à
polícia nacional. Nas regiões onde já foram implementadas medidas de combate ao
crime, eventos sociais foram proibidos durante a madrugada e restrições ao
trânsito e à liberdade de reuniões foram impostas. A fronteira entre Peru e
Equador é conhecida por ser uma rota frequente de tráfico de migrantes e
contrabando de combustíveis e outros produtos.
Apoio internacional
O embaixador Brian Nichols,
subsecretário para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado
dos Estados Unidos, expressou preocupação com a violência e os sequestros
ocorridos no Equador. Ele afirmou que os Estados Unidos estão prontos para
ajudar o governo equatoriano e que mantêm contato estreito com a equipe do
presidente Daniel Noboa. Na Bolívia, o presidente Luis Arce repudiou
os atos de violência no Equador e ofereceu apoio para que a
tranquilidade seja restabelecida no país. Ele expressou solidariedade ao povo e
ao governo equatoriano, que enfrentam uma situação crítica de segurança e luta
contra a criminalidade.
Arce também ressaltou a
importância de trabalhar na regionalização do combate ao narcotráfico e na
criação de organismos supranacionais, como a Aliança Latino-Americana
Antinarcóticos. A embaixada da Espanha no
Equador condenou a violência e manifestou solidariedade às vítimas. A delegação
diplomática afirmou que apoia as instituições democráticas do país vizinho na
busca pela normalidade na vida do povo equatoriano.

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