Gaza sofre novo apagão nos serviços de internet e comunicação em meio a ataques de Israel | Rio das Ostras Jornal

Gaza sofre novo apagão nos serviços de internet e comunicação em meio a ataques de Israel

Um homem carrega um cilindro de
gás propano nas costas enquanto caminha entre escombros e destruição espalhados por uma rua do campo de refugiados palestinos de Jabalia, na cidade de Gaza. MAHMUD
HAMS/AFP







O enclave palestino vem sofrendo
várias interrupções de energia como resultado da escalada da guerra



Os serviços de internet e
comunicação na Faixa
de Gaza foram totalmente interrompidas nesta terça-feira, 26,
devido aos ataques contínuos do Exército israelense, informou a
provedora palestina Paltel, em mais um apagão desde o início da
guerra entre Israel e
o grupo islâmico Hamas.
“Lamentamos anunciar a interrupção total dos serviços fixos de telecomunicações
e internet na Faixa de Gaza devido à ofensiva em andamento. Nossas equipes
técnicas estão trabalhando para restaurar os serviços, apesar das condições
perigosas no local”, disse a empresa em sua conta na rede social X, o antigo
Twitter. O enclave palestino sofreu várias interrupções de energia como
resultado da escalada. Na última sexta-feira, a Paltel anunciou a restauração
do serviço após um apagão dois dias antes.



A guerra estourou em 7 de
outubro, após um ataque do Hamas que incluiu disparos de foguetes e a
infiltração simultânea de cerca de 3.000 milicianos que massacraram cerca de
1.200 pessoas e sequestraram outras 250 em cidades próximas à Faixa de Gaza.
Desde então, o Exército israelense tem mantido uma forte ofensiva aérea,
terrestre e marítima contra o enclave palestino, onde quase 21.000 pessoas
foram mortas e 55.000 ficaram feridas. O bombardeio constante destruiu várias
infraestruturas civis, como casas, escolas, hospitais, templos, estações de
tratamento e abastecimento de água, além de instalações de telecomunicações e
de fornecimento de energia. A guerra também deixou cerca de 1,9 milhão de
pessoas deslocadas na Faixa de Gaza, 85% da população total do enclave, vivendo
em meio a uma crise humanitária sem precedentes devido ao colapso dos
hospitais, ao surto de epidemias e à escassez de água potável, alimentos,
remédios, eletricidade e combustível.



Por Jovem Pan



*Com informações da EFE


http://dlvr.it/T0h46M
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