Encontro será mais uma tentativa
de definir medidas para garantir o acesso da população da Faixa de Gaza à
assistência humanitária e proteger os civis
O Conselho de Segurança das Nações Unidas
(ONU) realiza mais uma reunião de emergência nesta segunda-feira,
30, para tratar da guerra entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza. Será mais uma
tentativa de definir medidas para garantir o acesso da população de Gaza à
assistência humanitária e proteger os civis. O Brasil preside o
colegiado até esta terça-feira, 31. Desde a primeira reunião do Conselho de
Segurança para debater o avanço da guerra, pelos menos quatro propostas de
resoluções foram vetadas pelos países que fazem parte do órgão das Nações
Unidas. Foram duas propostas da Rússia, uma do Brasil e
outra dos Estados Unidos.
O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz
internacional. Ele tem cinco membros permanentes: China, França, Rússia, Reino
Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Albânia, Brasil,
Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes.
O Itamaraty informou
que o ministro de Relações Exteriores, Mauro
Vieira, embarcou na noite deste domingo, 29, para Nova York, para
participar da reunião desta segunda.
No último dia 18, o conselho
rejeitou a resolução do Brasil para a guerra no Oriente Médio, que acontece
desde o dia 7 de outubro após o ataque surpresa feito pelo grupo terrorista
Hamas em Israel. A proposta brasileira teve 12 votos a favor, um contra e duas
abstenções, do Reino Unido e da Rússia. Os Estados Unidos foram os responsáveis
por vetarem a proposta do Brasil, alegando que no texto não há menção ao
direito de Israel se defender. Para que uma resolução seja aprovada, é preciso
ter os votos de pelo menos 9 dos 15 membros do conselho, incluindo os membros
permanentes. A representação brasileira no conselho tentou costurar um
texto que atendesse os membros permanentes. Na resolução, havia a “condenação
inequívoca” do Hamas por seus ataques a Israel, a libertação “imediata e
incondicional” de todos os reféns civis, a revogação da ordem israelense para
que civis e funcionários da ONU se desloquem para o sul de Gaza e pausas
humanitárias para permitir o acesso à ajuda durante o conflito. Com a reunião,
a diplomacia brasileira também pretendia colocar em votação uma resolução
determinando a criação de um corredor humanitário na Faixa de Gaza.
Por Jovem Pan

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