A senadora sugeriu o
indiciamento do ex-presidente por associação criminosa, violência política,
abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Juntas,
as penas somam 29 anos.
O relatório da CPMI do 8 de
Janeiro, apresentado pela senadora Eliziane Gama (PDT-AM) nesta terça-feira
(17), acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) como “o verdadeiro
autor, seja intelectual, seja moral, dos ataques perpetrados contra as
instituições”, naquela data.
A parlamentar sugere o
indiciamento de Bolsonaro por prática dolosa – ou seja, intencional – nos
seguintes crimes: associação criminosa, violência política, abolição violenta
do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Juntas, as penas somam 29
anos.
O parecer de Eliziane Gama afirma
que Bolsonaro “instrumentalizou não somente órgãos, instituições e
agentes públicos, mas também explorou a vulnerabilidade e a esperança de
milhares de pessoas”.
Ela diz ainda no relatório que
Bolsonaro se utilizou como pôde do aparato estatal para atingir seu objetivo
maior: “cupinizar as instituições republicanas brasileiras até a sua
total podridão, de modo a ascender ao poder, pretensamente perene, de modo
autoritário”.
“O então presidente foi o
responsável direto, o mentor moral, por grande parte – senão todos – dos
ataques perpetrados a todas as figuras republicanas que impusessem qualquer
tipo de empecilho à sua empreitada golpista”, conclui a relatora sobre
Bolsonaro.

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